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Trump ordena construção de muro na fronteira mexicana, tira fundos de cidades que protegem imigrantes

Internacional|Do R7

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Por Julia Edwards Ainsley

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira instruções para construir um muro ao longo da fronteira do país com o México e tirar fundos de cidades que protegem imigrantes ilegais, à medida que avança com planos polêmicos para transformar a maneira pela qual os EUA lidam com imigração e segurança nacional.

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A expectativa é que o presidente republicano tome medidas adicionais nos próximos dias para limitar a imigração legal, como restrição a refugiados e bloqueio de vistos para pessoas de países de maioria muçulmana no Oriente Médio e norte da África, incluindo Síria, Sudão, Somália, Iraque, Irã, Líbia e Iêmen.

A intenção das propostas é evitar a violência islâmica nos EUA, embora críticos digam que isso mancha a reputação dos país como um lugar que acolhe migrantes de todas as origens.

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Trump assinou duas medidas, definindo a construção de um muro ao longo da fronteira de cerca de 3,2 mil0 quilômetros entre México e EUA, agindo para remover recursos federais de cidades e estados "santuários", que abrigam imigrantes ilegais, e aumentando os agentes de imigração.

"Estamos no meio de uma crise na nossa fronteira sul. A onda sem precedentes de migrantes ilegais da América Central está prejudicando tanto o México quando os EUA", afirmou Trump em comentários no Departamento de Segurança Interna.

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Os planos do presidente provocaram um protesto imediato dos defensores dos imigrantes, que dizem que Trump está colocando em perigo os direitos e liberdades de milhões de pessoas e tratando o México como um inimigo, não um aliado.

Autoridades locais em cidades como Nova York, Los Angeles, Chicago, Filadélfia, Boston, Denver, Washington, San Francisco e Seattle oferecem algumas formas de proteção a imigrantes ilegais. Bilhões de dólares de ajuda federal a essas cidades, muitas governadas por democratas, podem estar sob risco.

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"O povo norte-americano não vai mais ter que ser forçado a subsidiar essa desconsideração pelas nossas leis", afirmou Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca.

Em entrevista à ABC nesta quarta-feira, Trump disse que a construção do muro começa em meses, mas o planejamento inicia de imediato, e que o México pagaria aos EUA "100 por cento" dos custos. Autoridades mexicanas dizem que não vão pagar pelo muro.

"Construir essa barreira é mais que uma promessa de campanha, é uma primeira medida de senso comum para realmente fazer a segurança da fronteira", disse o porta-voz. "Isso vai conter fluxo de drogas, crimes e imigração ilegal para os EUA."

"Vamos ser reembolsados depois pela transação que viermos a fazer com o México", disse Trump à ABC. "Estou dizendo a você que haverá um pagamento. Vai ser numa forma, talvez uma forma complicada. O que estou fazendo é bom para os EUA. Isso também vai ser bom para o México. Queremos ter um México muito estável e muito sólido."

(Reportagem de Julia Edwards Ainsley; reportagem adicional de Mica Rosenberg, Doina Chiacu, Andy Sullivan e Susan Heavey)

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