Trump quer tirar restrições à exploração de floresta no Alasca
Floresta Nacional Tongass é a maior floresta temperada do mundo. Ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) foi quem decretou proteção da mata
Internacional|Da EFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, procura reverter as restrições à exploração florestal, mineradora e energética em 6,75 milhões de hectares da Floresta Nacional Tongass (Alasca), a maior floresta temperada do mundo, informou nesta terça-feira (27) o jornal The Washington Post.
O jornal informou que o líder já ordenou ao seu secretário de Agricultura, Sonny Perdue, que decrete uma isenção nesse território após discutir o assunto com o governador do Alasca, o republicano Mike Dunleavy.
Se a exploração for aprovada, a decisão permitiria a não proteção de mais da metade da floresta, abrindo espaço para exploração econômica, assim como para a construção de estradas.
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O ex-presidente Bill Clinton (1993-2001) foi o responsável por decretar as restrições dias antes de deixar a Casa Branca, normas que George W. Bush (2001-2009) já tentou de reverter sem sucesso.
A Tongass abrange uma porção gigante do sudeste do Alasca fronteiriça com o Canadá com florestas de abetos, tsugas e cedros, assim como rios que contém salmão e imponentes fiordes.
Especialistas indicam que o território protegido é vital para espécies como o urso pardo, o cervo de cauda negra de Sitka e o açor comum.
A senadora republicana pelo Alasca, Lisa Murkowski, também pressionou Trump para que se desfaça das restrições de Clinton.
"A indústria madeireira diminuiu de forma precipitada e é surpreendente que os poucos engenhos que restam na maior floresta nacional da nossa nação tenham que se preocupar constantemente por ficar sem provisões", disse em comunicado Murkowski.
A senadora, por sua vez, disse que a proteção está "prejudicando" a capacidade do Alasca 'de desenvolver uma economia sustentável durante todo o ano para a região sudeste, onde menos de 1% da terra é de propriedade privada".
Segundo o jornal, menos de 1% dos empregos no sudeste do Alasca dependem da indústria madeireira, enquanto 17% correspondem ao turismo e 8% do processamento de peixe.
O jornal tambem indicou que a gestão das florestas se transformou em uma obsessão para Trump, que no ano passado aprovou uma medida destinada a aumentar a poda de árvores nestes territórios protegidos.












