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Trump vai buscar superar diferenças com o Brasil, diz Marco Rubio

Secretário de Estado dos EUA afirma que será ‘benéfico’ para o Brasil escolher os Estados Unidos, em vez da China, como parceiro preferencial

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump se reunirá com Luiz Inácio Lula da Silva para melhorar relações Brasil-EUA.
  • Marco Rubio destaca que a escolha dos EUA como parceiro comercial é benéfica para o Brasil.
  • Questões a serem discutidas incluem tarifas, censura a big techs e assuntos políticos.
  • Rubio menciona ligações positivas recentes entre Trump e Lula e encontro com o chanceler brasileiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Rubio e o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em encontro em Washington no último dia 16 de outubro Divulgação/Itamaraty/16.10.2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai explorar maneiras de superar diferenças com o Brasil durante a reunião que terá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Kuala Lumpur, na Malásia, neste domingo (26), paralelamente à conferência de cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A afirmação é do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, encarregado por Trump das negociações com o Brasil.

“O Brasil é um país grande e importante. Achamos que, no longo prazo, será benéfico para o Brasil nos escolher como parceiro preferencial no comércio em vez da China, por causa da geografia, por causa da cultura, por causa de um alinhamento em muitos aspectos”, declarou Rubio durante voo para Kuala Lumpur. A entrevista foi transcrita no site do Departamento de Estado dos EUA.


Rubio acrescentou que “temos algumas questões com o Brasil, particularmente como eles trataram alguns de seus juízes, como têm tratado o setor digital dos Estados Unidos e indivíduos baseados nos Estados Unidos através de postagens em redes sociais”.

‘Caça às bruxas’

Trump impôs tarifa de 50% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de uma suposta “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do estado democrático de direito.


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O governo dos EUA também acusa o Brasil de impor censura às big techs norte-americanas. “Teremos que trabalhar nisso também, além da questão comercial. Isso se tornou entrelaçado”, observou Rubio. “Mas o presidente Trump vai explorar se há maneiras de superar tudo isso, porque achamos que será benéfico fazê-lo. Vai levar algum tempo”, acrescentou.

O secretário de Estado lembrou que Trump e Lula “tiveram uma ligação muito positiva há alguns dias” e que ele próprio se encontrou recentemente com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.


Questionado sobre se Lula pode ajudar a convencer o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, a se afastar, em meio a uma forte pressão militar dos EUA sobre o país sul-americano, Rubio disse que mesmo Lula não reconhece Maduro como o vencedor da última eleição na Venezuela, mas “eu não sei se eles (brasileiros) podem ser úteis ou não”.

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