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Tunisiana ameaçada por ter publicado fotografias com os seios à mostra anuncia saída do Femen

Amina Sboui também acusou grupo de islamofobia e questiona sua forma de financiamento

Internacional|Do R7

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O protesto da tunisiana no Facebook lhe rendeu ameaças de morte em seu país
O protesto da tunisiana no Facebook lhe rendeu ameaças de morte em seu país

A militante tunisiana Amina Sboui, colocada em liberdade no início de agosto após dois meses e meio de detenção, anunciou nesta terça-feira (20) que deixará o grupo feminista Femen, acusado por ela de islamofobia. A declaração foi feita à edição do Magreb do site de informação Huffington Post.

— Não quero que meu nome seja associado a uma organização islamofóbica. Não gostei da ação na qual as meninas (do Femen) gritavam "Amina Akbar, Femen Akbar" (uma paródia de oração) ante a embaixada da Tunísia na França, ou quando queimaram a bandeira do Tawhid (dogma fundamental do Islã) ante a mesquita de Paris. Isso afetou muitos muçulmanos e muitos de meus familiares. É preciso respeitar a religião de cada um.

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Amina se referia a duas ações levadas adiante pelo Femen na França para apoiá-la quando estava detida por ter pintado em maio a palavra Femen no muro de um cemitério em Kairouan (150 km ao sul de Túnis) para denunciar uma manifestação salafista.

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Amina, de 18 anos, também criticou a "opacidade" na forma de financiamento do Femen, organização feminista fundada na Ucrânia, mas agora baseada em Paris, e conhecida por suas ações com os seios à mostra em apoio aos direitos das mulheres e contra as ditaduras.

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A jovem tunisiana, que foi ameaçada em março por ter publicado na internet fotografias com os seios à mostra ao estilo das Femen, foi detida em 19 de maio durante sua ação de protesto no cemitério.

A detenção de Amina desencadeou um movimento de solidariedade na Tunísia e no exterior. ONGs, opositores e militantes de direitos humanos viram em sua detenção uma prova de puritanismo que os islamitas do Ennahda — que dirige o governo — querem impor no país.

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Três militantes europeias do Femen também foram presas na Tunísia durante várias semanas por terem realizado uma ação com os seios à mostra para apoiar a jovem.

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