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Ucrânia bombardeia Crimeia e afirma ter rompido primeiras linhas de defesa da Rússia

Exército ucraniano garantiu que "altos comandos" da Marinha russa morreram ou ficaram feridos no ataque

Internacional|Do R7

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Vista aérea da cidade de Sevastopol após um míssil ucraniano atingir o quartel-general da Rússia na Crimeia
Vista aérea da cidade de Sevastopol após um míssil ucraniano atingir o quartel-general da Rússia na Crimeia

A Ucrânia afirmou que conseguiu romper as primeiras linhas de defesa russas na frente sul, e seu Exército garantiu que "altos comandos" da Marinha russa morreram, ou ficaram feridos, em um bombardeio ucraniano ao quartel-general na Crimeia.

Com sua contraofensiva, iniciada em junho, o Exército ucraniano recuperou apenas alguns povoados devastados, mas a força afirma que, nas últimas semanas, conseguiu atravessar as primeiras linhas russas na frente sul, após assumir o controle da localidade de Robotyne, na região de Zaporizhzhia. 

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"No flanco esquerdo, conseguimos um progresso e continuamos avançando", disse o general Oleksandre Tarnavski, encarregado da difícil contraofensiva de Kiev, em entrevista à uma emissora americana, reconhecendo um avanço mais lento do que o esperado. Os combates agora acontecem ao leste desse povoado, perto de Verbove. 

Tarnavski afirmou que um dos objetivos agora é tomar o bastião russo de Tokmak, importante centro logístico localizado 20 quilômetros ao sul da atual linha de frente.

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Inverno

"No momento, as forças russas confiam na profundidade de sua linha de defesa", disse o general, reconhecendo que "a meteorologia pode ser um obstáculo sério durante o avanço".

A contraofensiva será levada adiante mesmo com a chegada do inverno, já que esta se desenvolve com pequenas unidades sem veículos, após as perdas de blindados sofridas durante as primeiras semanas. 

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"Atualmente, nem o inimigo nem nós utilizamos grandes formações, companhias, batalhões, ou brigadas. Usamos esquadrões de assalto, grupos de dez a 15 homens", detalhou.

As declarações foram publicadas um dia depois de Kiev ter bombardeado o quartel-general da Marinha russa na Crimeia, anexada por Moscou em 2014. 

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Sem confirmação

Em um comunicado, o Exército ucraniano afirmou que "houve dezenas de mortos e feridos entre os ocupantes, incluindo altos comandos da frota" russa em um ataque que, segundo Kiev, ocorreu "durante uma reunião de líderes da Marinha russa". 

O chefe do serviço de Inteligência de Kiev, Kyrylo Budanov, disse à Voz da América que "pelo menos nove pessoas" foram mortas no ataque, incluindo generais. Até o momento, a AFP não conseguiu verificar esta informação. A Rússia afirmou que um oficial estava desaparecido desde o ataque. 

Tarnavski declarou que o objetivo da contraofensiva ucraniana não é apenas recuperar o território ocupado pela Rússia, mas também "destruir os centros de comando" para "criar desordem no campo de batalha". 

Ajuda internacional

No plano diplomático, o presidente ucraniano, Volodmir Zelensky, reuniu-se na sexta-feira com o premiê canadense, Justin Trudeau, que anunciou um novo pacote de ajuda a Kiev no valor de 650 milhões de dólares canadenses (US$ 482 milhões, R$ 2,3 bilhões na cotação do dia) em três anos.

O pacote inclui cerca de 50 veículos blindados e treinamento de pilotos ucranianos em aviões de combate F-16, de fabricação americana. 

Praticamente 19 meses após o início da guerra, não há sinais de uma possível resolução negociada do conflito, e tanto Moscou quanto Kiev e seus aliados ocidentais acreditam que ele poderá durar até 2024, ou mesmo 2025.

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