Ucrânia liberta tripulantes de cargueiro russo retido no mar Negro
Porta-voz de embaixada afirmou que os tripulantes voltam à Rússia, enquanto o petroleiro Nika Spirit permanecerá sob custódia em porto ucraniano
Internacional|Da EFE

A Ucrânia libertou nesta quinta-feira (25) os tripulantes do petroleiro com bandeira russa capturado pelas forças de segurança ucranianas em um porto do mar Negro, segundo informaram fontes diplomáticas russas.
O porta-voz da embaixada russa em Kiev, Denis Gorenko, confirmou à agência de notícias "Interfax" que os tripulantes voltam à Rússia, enquanto o petroleiro Nika Spirit permanecerá sob custódia no porto ucraniano de Izmail, na região de Odessa.
A comissária de Direitos Humanos da Rússia, Tatyana Moskalkova, confirmou a notícia e revelou que havia um total de dez tripulantes da embarcação, depois de ter conversado com sua homóloga ucraniana, Lyudmyla Denisova.
"Denisova comunicou que os dez tripulantes, que são cidadãos russos, não receberam nenhuma acusação. Agora vão colocá-los em um carro que se dirige à Moldávia e de lá voarão a Moscou", disse seu porta-voz à "Interfax".
Ao anunciar hoje a captura da embarcação por seu suposto envolvimento no incidente naval ocorrido no final de 2018 no estreito de Kerch, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) informou que tinha interrogado os tripulantes.
No entanto, a nota do SBU explica que o objetivo da captura é apreender documentação, diários de bordo e as gravações de rádio para a detenção da embarcação.
As autoridades ucranianas acusam o Nika Spirit - antigo Neyma - de mudar de nome para esconder seu envolvimento no incidente de novembro de 2018, no qual foram capturados três navios ucranianos e seus 24 tripulantes.
O SBU indica que forças do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) violaram o direito internacional do mar ao impedir a passagem dos navios ucranianos com o uso da força e a ajuda do petroleiro Neyma, posicionado para bloquear o estreito de Kerch.
A manobra do petroleiro russo obrigou os navios ucranianos a recuar quando se dirigiam do porto de Odessa, no mar Negro, ao de Mariupol, no mar de Azov, partilhado por Rússia e Ucrânia.
Em meados deste mês de julho, os 24 marujos ucranianos, cuja libertação é exigida pela Ucrânia e pelo Ocidente, tiveram sua prisão preventiva prolongada por mais três meses.
Apesar da unânime condenação internacional, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu o uso da força em novembro contra os navios ucranianos, alvejados pela Guarda Costeira russa.










