Ucrânia usa torre de metralhadoras com IA contra os drones mais rápidos da Rússia
Força Aérea Ucraniana afirmou que torres automáticas interceptaram drones russos movidos a jato, como o moderno Geran-5
Internacional|Do R7
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Pela primeira vez, a Ucrânia usou uma torre de metralhadoras com inteligência artificial para abater os drones de ataque mais rápidos da Rússia. Segundo a Força Aérea Ucraniana, as torres automáticas interceptaram drones russos movidos a jato, incluindo o moderno Geran-5.
A informação é significativa porque representa um desenvolvimento importante para Kiev, que luta para se defender contra as armas de alta velocidade da Rússia, segundo a Business Insider. O país está usando cada vez mais drones movidos a mini-motores turbojato para atacar a Ucrânia. Kiev afirmou que Moscou lançou 2.800 drones em agosto, em comparação com 350 em junho. O Geran-5, o modelo mais novo e mais rápido em serviço, pode atingir velocidades de até 600 km/h.
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Na segunda-feira (5), Yurii Inhat, porta-voz da Força Aérea Ucraniana, descreveu as torres como “tecnologias inovadoras” que dependem de inteligência artificial e visão computacional para permitir a interceptação. Segundo a imprensa ucraniana, os canhões têm um alcance limitado.
A Ucrânia não divulgou o tipo específico de torre implantada. O sistema, no entanto, conta com uma metralhadora calibre .50, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Esse modelo é uma arma típica usada por unidades móveis de defesa aérea, afirma a Business Insider.
No ano passado, a Ucrânia confirmou a implantação do Sky Sentinel, uma torreta com inteligência artificial capaz de abater drones de ataque russos e inteiramente desenvolvida no país. Ele é equipado com uma metralhadora pesada, o sistema possui rotação completa de 360 graus e consegue rastrear alvos pequenos e velozes, como os drones Shahed-136, amplamente utilizados pelo Kremlin.
Em testes, o canhão foi capaz de atingir alvos até cinco vezes menores que um Shahed e já derrubou mísseis de cruzeiro em situações reais. Sua principal característica é a autonomia. Basta que a torre seja conectada a dados de radar para que ela detecte, trave, rastreie e elimine ameaças sem qualquer intervenção humana.
Cada etapa do processo é realizada em tempo real. O sistema diferencia um pássaro de um drone, calcula a velocidade do alvo, considera fatores como vento e recuo da arma e dispara no exato ponto de impacto. A precisão depende de cálculos balísticos complexos e da eliminação total de folgas mecânicas na estrutura.
Segundo os engenheiros responsáveis, até um deslocamento de um milímetro nos mecanismos da torre pode causar um erro de dezenas de metros no disparo. Isso levou a equipe a desenvolver uma plataforma móvel com “jogo mecânico zero”, mesmo sob rotação total e sob o impacto do recuo.
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