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UE considera ataque russo à cidade ucraniana de Mariupol um "enorme crime de guerra"

Região enfrenta intensos bombardeios e está sem energia elétrica, água potável e gás combustível; ministros europeus pretendem discutir sanções adicionais contra a Rússia

Internacional|Do R7

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Maternidade em Mariupol foi gravimente afetada após um ataque russo
Maternidade em Mariupol foi gravimente afetada após um ataque russo

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, classificou nesta segunda-feira (21) como um "enorme crime de guerra" o ataque russo à cidade portuária ucraniana de Mariupol, que está sob intensos bombardeios.

"O que está acontecendo em Mariupol é um enorme crime de guerra, (estão) destruindo tudo, bombardeando e matando a todos", disse Borrell, antes de uma reunião de chanceleres europeus em Bruxelas.


A ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, afirmou que "são claramente e sem dúvidas crimes de guerra".

Vários ministros das Relações Exteriores mencionaram que a magnitude da destruição justifica discussões sobre sanções adicionais contra a Rússia.


"É muito difícil argumentar que não devemos avançar nas sanções contra a Rússia no setor de energia, particularmente petróleo e carvão", disse o chanceler da Irlanda, Simon Coveney.

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"Estamos trabalhando muito para reduzir nossa dependência das importações de combustíveis fósseis... e vamos sair da dependência energética que temos da Rússia", disse Baerbock.


A Ucrânia rejeitou nesta segunda-feira um ultimato russo para entregar a cidade cercada de Mariupol, cenário de intensos bombardeios desde o início da ofensiva russa em território ucraniano.

A cidade está sem energia elétrica, água potável e gás combustível. De acordo com as autoridades locais, quase mil moradores de Mariupol foram removidos à força pelas forças russas.

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