UE inclui vice-primeiro-ministro russo e assessor de Putin entre sancionados
Internacional|Do R7
Bruxelas, 21 mar (EFE).- A União Europeia (UE) incluiu nesta sexta-feira o vice-primeiro-ministro russo, Dimtri Rogozin, ex-embaixador de Moscou perante a Otan, e Vladislav Surkov, assessor do presidente Vladimir Putin, entre os doze novos sancionados russos e ucranianos por atentar contra a soberania da Ucrânia na região da Crimeia. A medida, estipulada pelos líderes comunitários na cúpula realizada em Bruxelas (Bélgica), entrou em vigor rapidamente ao ser publicada hoje no Diário Oficial da UE. Deste modo, a lista negra criada no dia 17 de março sobe para 33 pessoas, que tiveram seus bens congelados e foram proibidos de viajar para território do bloco europeu por seu envolvimento na organização do referendo para a anexação da Crimeia à Rússia. Entre os novos nomes que a UE acrescentou à lista também estão o da presidente do Conselho da Federação (Senado), Valentina Matvienko. Todos eles já tinham sido sancionados pelos Estados Unidos na primeira série de medidas restritivas contra responsáveis pela ameaça para a soberania e integridade territorial ucraniana. A UE também somou a sua lista o presidente da Duma, Sergei Narishkin; o chefe da agência de notícias pública "Rossiya Segodnia" (Rússia Hoje), Dmitri Kiseliov, e os vice-comandantes da Frota do Mar Negro Alexander Nosatov e Valeri Kulikov. Além disso, o presidente da Comissão Eleitoral da Crimeia, Mikhail Malishev; o presidente da Comissão Eleitoral de Sebastopol, Valeri Medvedev; o comandante das forças russas na Crimeia, Igor Turcheniuk, e a deputada russa Elena Mizúlina também foram punidas. A UE detalhou no "Diário Oficial" que estas pessoas foram sancionadas por "pedir publicamente a anexação da Crimeia" à Rússia, apoiar no Conselho da Federação o desdobramento de tropas russas na Ucrânia ou por ratificar os resultados do referendo. Em sua primeira lista de sancionados, a UE tinha incluído nomes como do comandante da Frota do Mar Negro, Aleksandr Vitko, e do primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Axionov. EFE rja/dk










