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UE volta a impor sanções a banco e 32 empresas de navegação iranianos

Internacional|Do R7

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BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia voltou a impor sanções contra um banco e 32 companhias de navegação marítima iranianos nesta quarta-feira, valendo-se de novas bases legais depois que as medidas foram suspensas por um tribunal europeu.

A iniciativa da UE de adotar as medidas dias depois de o Irã e seis potências mundiais definirem o formato de um acordo para encerrar uma longa disputa sobre o programa nuclear do Irã é um sinal de que o bloco de 28 nações pretende manter a pressão das sanções sobre o Irã até que um acordo nuclear final seja firmado.

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O segundo mais alto tribunal da UE anulou em janeiro as sanções impostas ao Banco Tejarat e 40 companhias de navegação iranianas, considerando que contrariavam os fundamentos jurídicos assumidos pela UE.

A UE, como já havia feito em outros casos, respondeu com um reenquadramento das sanções ao Banco Tejarat e às 32 empresas sancionadas, incluindo a Ocean Capital Administration GmbH, com sede em Hamburgo, utilizando novas bases legais.

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Oito empresas não foram colocados de volta na lista publicada no diário oficial da União Europeia nesta quarta-feira. As medidas têm efeito imediato.

O formato do compromisso, definido na quinta-feira na Suíça, abre o caminho para as negociações sobre um acordo destinado a dissipar temores ocidentais de que o Irã quer construir uma bomba atômica. Em troca, as sanções econômicas impostas ao Irã seriam removidas.

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No entanto, as sanções só serão levantadas após um acordo final, que as seis potências e Irã pretendem alcançar até 30 de Junho.

Na sua exposição das razões para restabelecer o congelamento de bens do Banco Tejarat, a UE disse que a instituição "dá apoio significativo ao governo do Irã, oferecendo recursos financeiros e serviços de financiamento para projetos de petróleo e gás".

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As empresas de transporte foram todas incluídas na lista porque são de propriedade da companhia de navegação da República Islâmica do Irã, que fora previamente submetida a sanções.

A UE já havia informado em março um advogado que representa as empresas de transporte sobre sua intenção de incluí-las novamente na lista de sanções.

(Reportagem de Adrian Croft)

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