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‘Um cessar-fogo seria uma derrota para os iranianos’, afirma especialista sobre possível trégua

‘Não me parece que o Trump esteja muito disposto a fazer concessões, e nem o Irã’, completa Ricardo Cabral; veja a análise

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump suspende ataques ao Irã por cinco dias, mas alega que está em conversas produtivas.
  • O presidente do parlamento iraniano desmente a existência de negociações, acusando Trump de recuo após ameaças.
  • O especialista Ricardo Cabral afirma que a probabilidade de um cessar-fogo é baixa e que seria visto como uma derrota para o Irã.
  • Pressão interna e externa sobre Trump pode influenciar suas decisões militares, com expectativas de um ataque iminente às instalações energéticas iranianas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump declarou em uma rede social nesta segunda-feira (23) que suspenderá por cinco dias os ataques às instalações de energia no Irã, uma vez que conversas produtivas eram realizadas com o governo do país. Contudo, pouco tempo depois, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, desmentiu as supostas conversas.

Devido à confusa comunicação diplomática entre os países, o Conexão Record News convidou o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral para comentar sobre a situação atual. Para ele, as chances de uma trégua ocorrer são baixas: “Não me parece que o Trump esteja muito disposto a fazer concessões, e nem o Irã”.


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Comunicado oficial nas redes sociais em que o presidente Donald Trump confirmou a suspensão dos ataques Reprodução / Record News

“Os norte-americanos ainda insistem em fazer um negócio e têm uma boa expectativa de resolver esse assunto, mas para os iranianos um cessar-fogo seria uma derrota”, ele completa ao mesmo tempo em que lembra sobre as exigências definidas pelo Irã para encerrar o conflito, dentre elas indenizações pelos danos e garantias de segurança para a nação e aliados.

Ainda assim, Cabral acha que tanto os EUA quanto Israel não devem atacar o país no intervalo definido. “O que Trump falar, Netanyahu fará, porque Israel depende dos Estados Unidos em termos de armamento e inteligência”. O especialista enxerga que a breve pausa nos ataques visa mais acalmar o mercado financeiro do que o conflito propriamente dito.


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Em meio à importância do estreito de Ormuz e aos danos causados pelo bloqueio à economia mundial, Trump estaria sofrendo uma pressão enorme, tanto externa quanto interna: “Se ele sair como derrotado nessa guerra, nas eleições de meio de mandato ele será derrotado nas urnas. Motivo para impeachment ele já deu um monte, ou seja, está arriscado ele nem completar o mandato”.

Devido à necessidade que o presidente possui em vencer a guerra, o especialista é pessimista quanto ao futuro. “A opção dos militares é uma só: destruir o que tem para destruir, acabar com o que tem que acabar”. Cabral conclui ao mencionar que a mídia israelense supõe um possível ataque dos EUA no fim de semana às instalações energéticas.

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