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União Europeia decide suspender exportação de armas para o Egito

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 21 ago (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) decidiram nesta quarta-feira pela suspensão da concessão de licenças de exportação de armas para o Egito, uma medida que alguns países do bloco já haviam tomado há algumas semanas e que agora será adotada de forma conjunta pelos 28 países que integram a organização. "Os Estados-membros estão de acordo com a suspensão das licenças de exportação para o Egito de qualquer equipamento militar que possa ser utilizado para a repressão interna", anunciou a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, no final do Conselho extraordinário de ministros das Relações Exteriores convocado devido à violência no país árabe. Os 28 países que integram o bloco também decidiram "rever a assistência ao Egito e entenderam que a ajuda aos grupos mais vulneráveis do país e à sociedade civil deve continuar", afirmou Catherine. A chefe da diplomacia europeia reiterou a advertência dirigida "a todas as partes" para que "acabem com a violência, para que ponham um fim às provocações e aos discursos cheios de ódio". Catherine explicou que o bloco condena "fortemente" a violência no Egito tanto das forças de segurança como dos "atos de terrorismo, como o assassinato de policiais no Sinai, a destruição de várias igrejas e os ataques à comunidade copta, a instalações do governo e museus". "A UE quer que todos os partidos se comprometam com um diálogo real que restabeleça o processo democrático", acrescentou. Catherine afirmou que o Egito é "um parceiro crucial" para a UE na região da bacia sul do Mediterrâneo e que por isso "a relação bilateral é de grande importância". Perguntada se a UE perdeu peso como ator internacional na região, a chefe da diplomacia do bloco explicou que a UE "não pretende mediar, porque só o povo do Egito deve ditar seu próprio processo de diálogo político". "O assunto é como podemos ajudar, baseado na experiência que temos em muitas de nossas nações, que não têm uma história precisamente fácil", explicou. EFE lmi/rpr (foto) (vídeo)

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