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Vencedora do Prêmio Nobel da Paz pode ter sido revelada antes por espionagem digital

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, recebeu o prêmio em 2025

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A revelação do nome da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 pode ter sido resultado de espionagem digital.
  • María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, viu suas apostas aumentarem drasticamente antes do anúncio oficial.
  • Agências de inteligência da Noruega investigam se houve violação interna ou espionagem por parte de entidades externas.
  • Machado dedicou o prêmio à luta contra a ditadura na Venezuela e em parte ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

María Corina Machado dedicou o prêmio em parte ao presidente dos EUA, Donald Trump Leonhard Foeger/Reuters - 12.11.2025

A espionagem digital provavelmente esteve por trás da revelação do nome da vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 antes de seu anúncio oficial, afirmou o Comitê Norueguês do Nobel.

“Não conseguimos determinar exatamente o que aconteceu ou quem estava por trás da violação, mas acreditamos que o domínio digital ainda é o principal suspeito”, disse à Reuters o secretário permanente do comitê que concede o prêmio nesta sexta-feira (30).


As apostas na vitória da líder da oposição venezuelana María Corina Machado aumentaram em 10 de outubro, horas antes do anúncio do nome do laureado de 2025 em Oslo.

Uma aposta inicial foi feita no nome de Corina para ganhar o prêmio, subindo rapidamente para cerca de US$ 2,2 milhões à medida que outras apostas foram feitas, disse Kristian Berg Harpviken. O nome de Corina não havia sido mencionado antecipadamente por nenhum dos especialistas nem pela mídia.


Uma das três agências de inteligência da Noruega se envolveu na investigação subsequente para determinar se houve um vazamento interno ou se foi resultado de espionagem, seja por um agente criminoso ou por uma entidade estatal, mas ainda não está claro quem estava por trás do vazamento e como ele ocorreu, disse Harpviken.

E embora tenham sido feitas apostas financeiras, não se sabia se o objetivo final era lucrar com o incidente ou prejudicar a credibilidade do prêmio, afirmou ele, acrescentando que os esforços do instituto agora se voltavam para a prevenção de futuras violações.


Corina Machado ganhou o prêmio por lutar contra ditadura na Venezuela e dedicou o prêmio em parte ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que insistiu repetidamente que ele próprio merecia ganhá-lo.

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