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Venezuela denuncia plano para matar vice e chefe da Assembleia

Internacional|Do R7

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Por Deisy Buitrago e Mario Naranjo

CARACAS, 23 Jan (Reuters) - O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, denunciou nesta quarta-feira que um grupo não identificado se infiltrou no país para atentar contra a sua vida e a do chefe da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, enquanto o presidente Hugo Chávez continua em Cuba se recuperando de uma cirurgia contra um câncer.

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Maduro, ex-motorista de ônibus que foi designado por Chávez como seu eventual herdeiro político, garantiu que há elementos de peso para denunciar o plano e, embora não tenha mostrado provas concretas, disse que nas próximas horas ou dias medidas serão tomadas.

Durante um evento com milhares de pessoas em Caracas para celebrar o fim da ditadura de 1958, Maduro disse que os grupos que querem atentar contra ele e o tenente reformado Cabello não conseguirão atingir seu objetivo.

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"Nós já levamos algumas semanas seguindo grupos que se infiltraram no país e têm o objetivo de atentar contra a vida do companheiro Diosdado Cabello e contra minha vida", disse Maduro.

"Eles dizem que têm de tirar do meio o tenentinho e o motorista de ônibus, assim dizem", acrescentou o vice-presidente, que se prepara para viajar a Havana com o ministro da Energia, Rafael Ramírez, para conversar com Chávez.

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O próprio Chávez denunciou durante seus 14 anos de mandato supostos complôs para matá-lo, mas poucas vezes apresentou provas.

"Recordamos uma festa da democracia tomando as ruas, fazendo com que o inimigo saiba que estamos atentos às suas ações, que se tocarem em Chávez vão se ver conosco", disse Carlos Rangel, um funcionário público de 42 anos que participou do evento.

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Em uma Venezuela acostumada à onipresença televisiva de Chávez, o silêncio do mandatário de 58 anos desde que foi operado em Havana em 11 de dezembro despertou preocupações sobre seu estado de saúde.

A cirurgia do carismático presidente socialista foi a quarta em um ano e meio contra um câncer na região pélvica, sobre o qual não se tem mais detalhes.

A oposição exige conhecer o estado de saúde de Chávez, que não é visto nem ouvido em público desde que viajou a Cuba. O governo garante que ele está se recuperando.

(Reportagem adicional de Mariana Párraga)

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