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Venezuela prende militares que pediram queda de Maduro

Em vídeo, sargento identificado como Wandres Figueroa pediu que Maduro não fosse reconhecido como chefe de Estado e chamou população às ruas

Internacional|Do R7

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Homem vestido de verde se identifica como o terceiro sargento Wandres Figueroa
Homem vestido de verde se identifica como o terceiro sargento Wandres Figueroa

As Forças Armadas venezuelanas informaram que prenderam nesta segunda-feira (21) membros da Guarda Nacional que publicaram vídeos em redes sociais pedindo de dentro de um quartel de Caracas que o presidente Nicolás Maduro não seja reconhecido como líder do país.

Em um dos vídeos, um homem vestido de verde se identifica como o terceiro sargento Wandres Figueroa e diz que eles estão contra "o regime o qual desconhecemos completamente... preciso do apoio de vocês, saíam às ruas, aqui estamos nós".

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Pouco depois, em um comunicado assinado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, o governo informou a prisão de "um reduzido grupo de assaltantes atribuídos... à Guarda Nacional Bolivariana".

Segundo o comunicado, esses militares ingressaram "na sede do destacamento de segurança em Perate, município de Sucre, subtraindo de lá um lote de armas de guerra e sequestrando sob ameaça de morte dois oficiais e dois guardas nacionais".

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As prisões aconteceram em um quartel da Guarda Nacional em Cotiza, no oeste de Caracas, onde os militares que gravaram os vídeos encontraram "firme resistência por parte dos oficiais e das tropas profissionais lá estacionadas", de acordo com o governo.

Em nenhum dos vídeos se escuta barulho de disparos, apenas homens caminhando, alguns com fuzis, no pátio de um quartel identificado como posto da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) em Cotiza.

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Algumas unidades das forças de segurança venezuelanas se encontravam no entorno da unidade militar e bloqueavam vias principais próximas do local desde as primeiras horas do dia, segundo fotos e relatos nas redes sociais.

As autoridades lançaram gás lacrimogêneo contra moradores da região que estavam protestando, de acordo com testemunhas.

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Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional controlada pela oposição, escreveu no Twitter que "o que acontece no comando da GN em Cotiza é uma mostra do sentimento generalizado que prevalece dentro da FAN. Nossos militares sabem que a cadeia de comando está rompida pela usurpação do gabinete presidencial".

Mas acrescentou: "Nós não queremos que a FAN seja dividida ou confrontada, queremos que ela se torne como um único homem do lado do povo, da Constituição e contra a usurpação".

O político opositor Julio Borges disse em uma postagem no Twitter que "o mesmo descontentamento e desejo de mudança que motivou a revolta da GNB em Cotiza existe dentro de toda a FANB", sigla da Força Armada Nacional Bolivariana.

Países da América Latina e a comunidade internacional não reconhecem o governo de Maduro, que assumiu um segundo mandato de seis anos em 10 de janeiro, considerando que sua reeleição em maio do ano passado não forneceu garantias para a participação da oposição.

Maduro afirma que seus adversários, apoiados pelos Estados Unidos, tentam derrubá-lo para tirar proveito das riquezas do petróleo venezuelano.

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