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Venezuelanos ateam fogo em barricadas por falta de luz e de água

Os manifestantes relataram que uma mulher havia sido ferida por armas de fogo, o que eles atribuíram a grupos pró-governo

Internacional|Do R7

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A situação alimenta a frustração com o governo de Maduro
A situação alimenta a frustração com o governo de Maduro

Manifestantes venezuelanos atearam fogo a barricadas perto palácio presidencial em Caracas e em outras partes do país, no domingo (31), em protesto às recorrentes quedas de energia e à escassez de água potável após dois grandes blecautes em março.

A situação alimentou a frustração com o governo do presidente Nicolás Maduro, uma vez que o funcionamento das escolas e de boa parte do comércio venezuelano foi interrompido por problemas com os serviços públicos durante cerca de três semanas.

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Manifestantes, alguns carregando pedras e com rostos cobertos, queimaram pneus e troncos de árvores ao longo do centro de Caracas enquanto demandavam que Maduro restabelecesse a situação.

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"Estamos lutando por água e energia, passamos vinte e poucos dias sem água", disse o vendedor informal Yofre Gamez, de 32 anos. "Eles ligaram a luz por duas horas, então desligaram durante a noite, voltou no dia seguinte por volta de meia hora e foi embora de novo — estamos cansados disso."

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Uma testemunha da Reuters ouviu tiros enquanto Gamez falava.

Os manifestantes relataram que uma mulher havia sido ferida por armas de fogo, o que eles atribuíram a grupos pró-governo. A Reuters não pôde confirmar quem realizou os disparos.

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Protestos semelhantes ocorreram em outras partes do país, incluindo no Estado central de Carabobo, onde manifestantes queimaram pneus e bloquearam estradas, segundo testemunhas.

O grupo de direitos humanos Fórum Penal afirmou que 12 pessoas foram presas ao redor da Venezuela em protestos contra os serviços públicos.

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Em uma transmissão televisionada na noite de domingo, Maduro anunciou um plano de 30 dias de "regime de gerenciamento de carga para equilibrar o processo de geração e transmissão com o consumo", uma frase amplamente interpretada nas mídias sociais como racionamento de energia.

Ele não deu mais detalhes sobre como a medida funcionaria. Maduro mencionou o gerenciamento de energia pela primeira vez na semana passada.

O ministro de Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, disse em um comunicado no domingo que a atividade escolar, que foram canceladas na semana passada, se manteriam suspensas. De acordo com ele, o horário comercial funcionaria até 13h (no horário de Brasília).

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