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Venezuelanos entram em confronto com militares na fronteira brasileira

Manifestantes jogaram pedras e coquetéis molotovs em direção à barreira da Guarda Nacional Bolivariana, que respondeu com bombas de gás

Internacional|Cristina Charão, do R7

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Venezuelanos jogaram pedras e militares responderam com gás lacrimogênio
Venezuelanos jogaram pedras e militares responderam com gás lacrimogênio

Um grupo de manifestantes venezuelanos reunidos no marco da fronteira da Venezuela com o Brasil em Pacaraima, no estado de Roraima, entrou em confronto com forças militares que fazem o bloqueio da passagem aduaneira no final da tarde deste sábado (23).

Os venezuelanos, que faziam um protesto para que a ajuda humanitária vinda do Brasil entrasse em seu país, jogaram pedras e coquetéis molotovs em direção à barreira da Guarda Nacional Bolivariana.

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Os militares usaram bombas de gás lacrimogêncio e avançaram em direção ao marco fronteiriço, mas não ultrapassaram a linha que divide os dois países.

Quatro mortes do lado venezuelano

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Em Santa Elena de Uairén, cidade do lado venezuelano, os confrontos são mais violentos, especialmente entre indígenas da etnia pemon, que se mobilizaram para tentar evitar o fechamento da estrada que liga Pacairama ao interior da Venezuela.

Desde sexta-feira, foram registradas quatro mortes no lado venezuelano da fronteira. Diversos feridos foram trazidos para serem tratados em Pacaraima

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A fronteira entre Brasil e Venezuela está fechada desde quinta-feira à noite por ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

A decisão foi tomada após o governo brasileiro anunciar que iria enviar ajuda humanitária para o país vizinho, em resposta a uma convocação da oposição venezuelana liderada pelo auto-proclamado presidente interino Juan Guaidó.

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Neste sábado, duas caminhonetes com mantimentos doados pelo Brasil chegaram a cruzar o marco que divide o território brasileiro e o venezuelano, mas não passaram pela barreira aduaneira.

No fim da tarde, os veículos com ajuda humanitária brasileira foram retirados da fronteira, justamente para evitar confrontos.

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