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Visão ‘radical’ de Israel sobre o Irã esbarra em interesses eleitorais de Donald Trump; entenda

Líderes se reuniram na quarta (11) para discutir acordo com Teerã

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Benjamin Netanyahu quer um ataque em massa ao Irã para fragilizá-lo ainda mais.
  • Donald Trump confirma busca por um acordo diplomático com Teerã, mas não chega a um consenso com Netanyahu.
  • Os interesses eleitorais dos EUA podem dificultar uma ação militar contra o Irã antes das eleições.
  • Após as eleições, Trump poderia apoiar mais a visão radical de Israel contra o governo iraniano.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Benjamin Netanyahu gostaria de um ataque em massa para que o governo iraniano “ficasse ainda mais de joelhos”, pontua Igor Lucena, doutor em relações internacionais, em entrevista ao Conexão Record News. Com o Irã já fragilizado, países como Arábia Saudita e Israel teriam chance de financiar uma tentativa de mudança no poder, mas o ponto de vista da Casa Branca se coloca no caminho.

Benjamin Netanyahu e Donald Trump em encontro para acordo diplomático
Apoio de Trump aguarda eleições americanas, segundo especialista Reprodução/Record News

Nesta quarta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o primeiro-ministro de Israel e confirmou que busca um acordo diplomático com Teerã. O republicano classificou o encontro como positivo, mas afirmou que um acordo definitivo não foi alcançado com o israelense.


Netanyahu enfatizou que os interesses israelenses devem ser levados em consideração, mas os dividendos negativos que uma ofensiva teria para o governo de Trump, durante um ano eleitoral, podem pesar contra Tel Aviv. “A população americana não quer um novo combate contra os iranianos com medo de que arraste os Estados Unidos para uma guerra de alguns anos sem uma solução final”, diz Lucena.

No entanto, o especialista acredita que, passadas as eleições, Trump pode começar a apoiar a visão de Netanyahu para conter um avanço da China e da Rússia na região. Uma continuidade no fornecimento de armas por esses países a grupos terroristas colocaria Israel novamente na mira de seus terroristas, ele alega.


“Acho que Israel tem o seu ponto de vista de tentar eliminar o governo iraniano de uma maneira muito mais radical, mas esbarra nos interesses internos eleitorais dos Estados Unidos, pelo menos até novembro.”

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