Internacional Viúva do presidente assassinado do Haiti acusa seguranças por crime

Viúva do presidente assassinado do Haiti acusa seguranças por crime

Polícia afirma ter descoberto um complô organizado por um grupo de haitianos com ligações no exterior; mas incógnitas persistem

  • Internacional | Da AFP

Martine Moise acusa um empresário de ter entrado na política do assassinato

Martine Moise acusa um empresário de ter entrado na política do assassinato

Valerie Baeriswyl / AFP - 23.7.2021

Após os primeiros disparos, o presidente chamou os dois homens responsáveis por sua segurança. "E eles me disseram que estão vindo", disse Moise à esposa depois de desligar o telefone.

A polícia haitiana prendeu os dois chefes de segurança do presidente, bem como vários mercenários colombianos, e afirma ter descoberto um complô organizado por um grupo de haitianos com ligações no exterior, mas muitas incógnitas persistem na investigação.

Para Martine Moise, as pessoas detidas durante a investigação são apenas os executores do crime de 7 de julho, que aprofundou a crise política no empobrecido país.

“Só os oligarcas e o sistema poderiam matá-lo”, acusa a primeira-dama.

Martine Moise deu um nome ao New York Times: o de um empresário influente que acabara de entrar na política, Réginald Boulos.

Evitando acusá-lo de ordenar o assassinato, Martine acredita que o empresário tinha algo a ganhar com o a morte do presidente, disse o jornal.

Contatado pelo New York Times, Boulos negou veementemente as alegações veladas da viúva do presidente e expressou seu apoio a uma investigação internacional independente.

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