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‘Você morreu?’: aplicativo faz sucesso na China monitorando pessoas que moram sozinhas

Empresa diz que o app é uma ‘ferramenta de segurança projetada para quem mora sozinho, para tornar a vida a sós mais confortável’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Aplicativo Sileme se tornou popular na China para monitorar pessoas que moram sozinhas.
  • Usuários devem confirmar diariamente que estão 'vivos', com alertas enviados após 48 horas de inatividade.
  • Lançado em junho de 2025, o app custa cerca de R$ 6 e é desenvolvido por três jovens em tempo integral.
  • Estima-se que até 2030, a China terá 200 milhões de lares unipessoais, aumentando a importância de ferramentas de segurança como esse aplicativo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Usuário tem que manter rotina de apertar o botão do app para provar que está vivo Reprodução/Redes sociais

Um aplicativo para celular destinado a pessoas que moram sozinhas se tornou um dos mais vendidos na China. Seu funcionamento é simples: o usuário deve confirmar seu status de ‘vivo’ diariamente apertando um botão. Caso a rotina deixe de ser cumprida por 48 horas, o aplicativo envia um alerta ao e-mail de um contato de emergência cadastrado.

Segundo a empresa que criou o app, ele é uma “ferramenta de segurança projetada para quem mora sozinho, para tornar a vida a sós mais confortável”.


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O aplicativo se chama Sileme, um trocadilho que pode ser traduzido como “você morreu?’, em português. A expressão é uma brincadeira com um famoso serviço de delivery chamado “Ele.me”, algo como “você está com fome?”. Com a atenção mundial que o aplicativo despertou, a empresa que desenvolveu o app anunciou na terça-feira (13) que decidiu adotar o nome de Demumu como marca global em sua nova versão.

Lançado em junho de 2025, o “Você morreu?” está disponível apenas para iOS. No último domingo (11), o app esteve entre os aplicativos pagos mais baixados em território chinês. Ele tem um design simples, funcional e custa oito yuans (cerca de R$ 6).


Apresentação do app na loja chinesa da iOS Reprodução/Sina

Os desenvolvedores que criaram o app são três pessoas na faixa dos 30 anos, todas com outros empregos em tempo integral, segundo o jornal South China Morning Post. O projeto levou apenas um mês para ser desenvolvido e custou apenas 1.000 yuans (cerca de R$ 770).

Segundo Guo Mengchu, um dos desenvolvedores, o aplicativo é voltado para pessoas que moram sozinhas, que “têm sonhos, trabalham duro e precisam ser respeitadas e protegidas”.


Relatos coletados pela BBC mostram que usuários nas redes sociais compartilham da mesma ideia. “Pessoas que vivem sozinhas em qualquer fase da vida precisam de algo assim, assim como introvertidos, pessoas com depressão, desempregados e outras em situações vulneráveis”, disse um usuário.

“Existe o receio de que pessoas que vivem sozinhas possam morrer sem serem notadas, sem ninguém a quem recorrer. Às vezes me pergunto: se eu morresse sozinho, quem recolheria meu corpo?”, afirmou outro.


Até 2030, a China deve ter até 200 milhões de domicílios com apenas um único morador, apontam institutos de pesquisa consultados pelo jornal chinês Global Times.

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