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Votação da ONU sobre Ormuz é esperada para semana que vem; China se opõe ao uso da força

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Conselho de Segurança da ONU votará na próxima semana uma resolução do Barein para proteger a navegação no Estreito de Ormuz.
  • A China se opõe ao uso da força, apresentando resistência à resolução proposta.
  • Os preços do petróleo aumentaram devido a conflitos na região, encerrando o tráfego marítimo no estreito.
  • O Barein tenta garantir apoio de outros países árabes e dos EUA, ajustando a resolução para atender às objeções de nações como Rússia e China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz REUTERS/Stringer — 11.03.2026

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar na próxima semana uma resolução do Barein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor do estreito de Ormuz, disseram diplomatas nesta sexta-feira (3), mas a China, que tem poder de veto, deixou clara sua oposição a qualquer autorização do uso da força.

Uma reunião dos 15 membros do Conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para sábado. Vários diplomatas disseram que ela foi adiada para a próxima semana, sem que uma nova data tenha sido anunciada.


A missão do Barein na ONU não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o motivo do atraso. A resolução enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito que já dura mais de um mês e que efetivamente fechou o estreito para o tráfego marítimo.


O Barein, que atualmente preside o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de uma resolução na quinta-feira que autorizaria “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial.

O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse ao conselho na quinta-feira que uma votação seria realizada na sexta-feira, “se Deus quiser”, e acrescentou que o Barein esperava uma “posição unificada deste estimado conselho”.


O Barein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros Estados árabes do golfo e por Washington, já havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia e da China.

Um quarto esboço de uma resolução foi colocado sob o chamado procedimento de silêncio para aprovação até quinta-feira às 13h (horário de Brasília).


Diplomatas disseram que o silêncio foi quebrado pela China, França e Rússia, mas um texto foi posteriormente finalizado, ou “colocado em azul” na linguagem da ONU, o que significa que uma votação pode ocorrer.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas “por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma”.

Entretanto, em comentários ao Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira, o enviado da China à ONU, Fu Cong, se opôs à autorização de uso da força.

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