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Xangai registra mais sete mortes por Covid-19 após novo surto

Vítimas tinham entre 60 e 101 anos e não estavam vacinadas; região teve mais de 20 mil novos casos nas últimas 24 horas

Internacional|Do R7

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Xangai segue com medidas rígidas para conter casos de Covid-19
Xangai segue com medidas rígidas para conter casos de Covid-19

A China registrou nesta terça-feira (19) mais sete mortes provocadas pela Covid-19 na cidade de Xangai, que está confinada há várias semanas e é o maior foco de contágios no país.

Os novos óbitos foram anunciados depois que Xangai teve nesta segunda-feira (18) as primeiras três mortes por coronavírus desde o início do confinamento, em março. Apesar do surto da doença, a cidade notificou apenas dez óbitos até o momento.

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A Comissão Municipal de Saúde de Xangai informou que as sete vítimas tinham entre 60 e 101 anos e todas apresentavam comorbidades, incluindo doenças cardíacas e diabetes. 

Nenhuma das sete pessoas estava vacinada contra a Covid-19, afirmou Wu Qianyu, funcionário do Departamento de Saúde da cidade.

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Os pacientes "ficaram gravemente doentes depois que foram internados no hospital, e morreram após esforços de emergência sem sucesso", acrescentou.

A comissão também registrou 20 mil novos casos de Covid-19 nesta terça-feira, em sua maioria assintomáticos.

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A China insiste na política 'Covid zero', o que inclui confinamentos rígidos, testes em larga escala e quarentenas prolongadas, e permitiu evitar as crises sanitárias que afetaram outros países.

Alguns analistas, no entanto, questionam os números oficiais, pois a população de idade avançada da China apresenta baixos níveis de vacinação.

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As autoridades de saúde de Xangai admitiram no domingo (17) que menos de dois terços dos moradores de mais de 60 anos receberam duas doses da vacina contra a Covid e que menos de 40% tomaram a dose de reforço.

Hong Kong, onde a população idosa também apresenta reduzido índice de vacinação, registrou quase 9.000 mortes provocadas pela Covid-19 desde janeiro, quando a cidade foi atingida em cheio pela variante Ômicron.

Grande parte dos 25 milhões de moradores de Xangai está em confinamento desde março, quando a cidade começou a registrar mais de 25 mil casos diários de contágio.

O número é pequeno para os padrões internacionais, mas elevado para a China.

Muitos moradores usam as redes sociais para denunciar a falta de alimentos e as condições ruins dos locais reservados para a quarentena. Também circularam imagens de protestos, algo raro na China.

As autoridades chinesas trabalham para conter surtos de coronavírus em várias regiões, causados pela variante Ômicron.

Nesta segunda-feira, quase 350 milhões de pessoas em pelo menos 44 cidades estavam sob alguma forma de confinamento na China, segundo as autoridades.

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