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JR 24H
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Auditoria do governo do RJ aponta divergências em cobrança de consórcio em unidades do Poupatempo

Em junho deste ano, o consórcio informou 845 mil atendimentos, mas órgãos estaduais validaram pouco mais de de 261 mil

Boletim JR 24H|Do R7

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No Rio de Janeiro, uma auditoria do governo apontou divergências nas cobranças do consórcio que administra três unidades do Poupatempo. Em junho deste ano, o consórcio informou 845 mil atendimentos, mas órgãos estaduais como o Detran e a Defesa do Consumidor, por exemplo, validaram pouco mais de 261 mil. Uma diferença de 583 mil atendimentos, que representa cerca de R$ 15 milhões em um único mês.  

O consórcio é responsável por administrar as unidades de Bangu, na zona oeste do Rio, Duque de Caxias e São João de Meriti, essas duas na Baixada Fluminense. Após a conclusão da auditoria, o governo pagou apenas dois terços dos valores mínimos contratuais. O outro terço manteve retido para descontar o prejuízo apontado na auditoria e o valor considerado como lucro. Já o consórcio ameaçou paralisar os serviços caso o pagamento não seja feito.  

O relatório da auditoria será encaminhado ao Tribunal de Contas do estado e ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A Procuradoria-Geral do estado também pretende recorrer à Justiça para impedir uma eventual paralisação dos serviços. 
Nota do Consórcio Central da Cidadania:
O Consórcio Central da Cidadania presta serviços ao Governo do Estado do Rio de Janeiro desde 2008 (18 anos). Ao longo desse período, teve seus contratos regularmente auditados, com prestação de contas e serviços aprovados pelos órgãos competentes. O Consórcio informa, ainda, que *há cerca de 120 dias aguarda o pagamento de aproximadamente R$ 57,28 milhões, referentes aos serviços prestados e necessários à manutenção da operação, que atualmente envolve 657 funcionários*. 

Diante da imprevisibilidade quanto à regularização dos pagamentos, o Consórcio precisou notificar o Governo do Estado nesta quinta (10) que poderá ser necessária a descontinuidade da prestação dos serviços, caso persista a inadimplência. Já que não há mais caixa para arcar com os custos da operação e dos funcionários.

*O consórcio afirma que não há irregularidades na prestação do serviço*. O consórcio nunca foi notificado pelo Governo RJ de qualquer procedimento de auditoria administrativa e, portanto, nunca foi dada a oportunidade de apresentar dados, documentos e informações e entender como os cálculos divulgados hoje à imprensa estão sendo feitos. Cerceando o direito de resposta e a necessária transparência exigida pelo processo contratual legal.

Ao longo de sua atuação, o Consórcio Central da Cidadania consolidou uma operação voltada à ampliação e à facilitação do acesso da população aos serviços públicos, combinando atendimento presencial e soluções digitais. Desde o início da operação, já foram realizados mais de 75 milhões de atendimentos, abrangendo mais de 200 serviços públicos.

Atualmente, as unidades realizam, em média, 42 mil atendimentos presenciais por dia, com variação de aproximadamente 38 mil a 45 mil atendimentos diários, demonstrando a dimensão e a relevância da operação para a população fluminense.

O Consórcio permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e o atendimento ao cidadão e espera que as questões contratuais e financeiras sejam solucionadas de forma célere, de modo a garantir a continuidade dos serviços à população.

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