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JR 24H

Brasil rebate críticas dos EUA e destaca ações contra o crime organizado

Documento dos EUA critica atuação do Brasil contra o PCC e Comando Vermelho

Boletim JR 24H|Do R7

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O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de falhar no combate a facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas, como o PCC e o Comando Vermelho. Um documento assinado por Donald Trump afirma que "O governo brasileiro falhou em confrontar as organizações terroristas designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho" e diz que essas facções transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína. 

Ainda segundo o documento, essas organizações "Representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo" e "o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para derrotá-las". 

A determinação presidencial foi divulgada pelo Departamento de Estado e enviada ao Congresso. No documento, a Casa Branca diz que a inclusão de um país no relatório não representa, necessariamente, uma crítica ao governo local, porque também são considerados fatores geográficos, comerciais e econômicos. 

O documento identifica 23 países considerados grandes produtores de drogas ou importantes rotas do narcotráfico. Entre eles, destacou Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia como nações que não fizeram esforços substanciais para cumprir os compromissos internacionais de combate ao tráfico de drogas. 

Na noite desta quarta-feira (16), o governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, respondeu às acusações americanas. A nota rebate as alegações e nega que existam falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional. 

O ministério lembrou também que o Brasil não foi incluído na relação de países formalmente classificados pelos Estados Unidos como principais rotas de trânsito ou de produção ilícita de drogas. Em outro trecho, destacou medidas adotadas pelo Brasil, como a Lei Antifacção, operações de combate ao crime organizado por forças-tarefas federais e a cooperação entre Brasil e Estados Unidos. 

Agora à noite, o presidente Lula disse que terá um bate-papo com Donald Trump no fim de semana, durante a Assembleia Geral da ONU, e que vai dizer ao presidente dos Estados Unidos "não se meter nas eleições brasileiras". 


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