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JR 24H

Governo critica classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA

As repercussões foram imediatas em Brasília

Boletim JR 24H|Do R7

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As repercussões foram imediatas em Brasília. Segundo apurações do jornalismo da RECORD, a definição desagrada o governo brasileiro, que não acredita que classificar esses grupos como organizações terroristas vá impedir a atuação deles. Integrantes do governo avaliam ainda que a medida pode abrir margem para ações mais duras dos Estados Unidos. 

O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, defendeu em um fórum internacional em Moscou que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não ajuda”. Integrantes do Itamaraty e da área de segurança avaliam que a decisão pode abrir brechas para sanções econômicas e questionamentos sobre a soberania brasileira. 

O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, comemorou a medida e afirmou que teve o pedido atendido pelos Estados Unidos poucos dias após visita à Casa Branca. O senador Rogério Marinho disse que “o bandido voltará a temer a lei”. Já o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, criticou a decisão. Em nota, o PT afirmou que organizações criminosas devem ser combatidas com firmeza, mas alertou para possíveis consequências financeiras e prejuízos à economia brasileira. 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública alertou para possíveis danos ao sistema financeiro do Brasil. A professora de Direito Internacional da USP, Maristela Basso, defendeu cooperação com os Estados Unidos. “Não adianta agora o governo, representando esse povo soberano, se insurgir contra os Estados Unidos, terá que trabalhar em conjunto”, afirmou.


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