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JR 24H

Moraes e Mendonça ficam lado a lado no STF em meio à crise na PF

Ministros são alvo de investigações; tensão no plenário do STF

Boletim JR 24H|Do R7

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Nesta quarta-feira (9) tem sessão no plenário do STF. O caso não está em pauta, mas Moraes e Mendonça sentam lado a lado. O ministro mais antigo da corte, Gilmar Mendes, defende que o afastamento do diretor da Polícia Federal seja levado ao plenário. Na decisão liminar de Mendonça, que foi acompanhada por Nunes Marques e Luis Fux, o ministro relator afirmou que existia uma "absurda realização de atividades ilícitas de monitoramento e coleta dirigida de informações contra ministro do Supremo Tribunal Federal e o advogado-geral da União".  

Mendonça considera que ele mesmo e Jorge Messias foram vigiados de forma ilegal pela Polícia Federal. A base para essa conclusão é um relatório de inteligência da PF, sem assinatura, usado na semana passada por Alexandre de Moraes para pedir uma investigação contra André Mendonça. Isolado na segunda turma, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo.  

Ele vê risco de desequilíbrio na eleição e defende que o caso seja decidido no plenário do Supremo. Já o ministro Dias Toffoli, deve se declarar impedido de votar, como tem feito em outros casos relacionados ao banco Master. 

A questão central da crise permanece sem esclarecimento: o possível envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro segue sem se manifestar publicamente sobre a troca de mensagens comprometedoras e a crise continua produzindo efeitos também fora do Supremo. Há pouco, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal disse, em nota, que o momento é de crise institucional grave.  

Em poucos dias, a Polícia Federal e seu comando passaram a ser objeto de procedimentos que afetam a estabilidade interna. E que circunstâncias dessa natureza exigem serenidade de todos os atores, respeito aos ritos processuais e confiança de que os fatos serão esclarecidos pelas vias constitucionais. Mais cedo, 11 dos 15 diretores da Polícia Federal colocaram os cargos à disposição em apoio ao diretor geral da PF.  

Edson Fachin havia dado prazo de cinco dias para que o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, o próprio Andrei Rodrigues e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça se manifestassem sobre o caso do relatório da Polícia Federal que apontou troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Eles têm até sexta-feira (11). Existe a possibilidade de Fachin assumir a relatoria dos casos Master e do INSS, que hoje são de André Mendonça, para tentar conter a crise na Suprema Corte. 


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