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Turismo corporativo deve encerrar 2026 com R$ 205,6 bilhões em faturamento; IA auxilia setor

Sistema compara tarifas e corta os gastos empresariais

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Feed TV - Arquivo de Sustentabilidade e ESG|Do R7

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Turismo Corporativo (Foto: Pexels) Feed TV

Segundo levantamentos do setor de viagens corporativas realizados pela Associação Brasileira de Viagens Corporativas (Alagev) em parceria com a FecomercioSP, o faturamento desse segmento no país já deve superar a marca de R$ 205 bilhões em 2026. Com cifras tão expressivas, a gestão meticulosa de custos se tornou uma prioridade nos conselhos de administração, que agora recorrem à tecnologia para estancar perdas e otimizar o orçamento destinado a deslocamentos e hospedagens.

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A nova aposta para modernizar essa gestão é a união de marketplaces com inteligência artificial. Historicamente, as empresas gastavam muita energia negociando descontos na taxa de serviço das agências (o chamado fee), que representa cerca de 1% do custo total da viagem. A mudança de paradigma ocorre ao focar nos outros 99% — o preço real de voos e hotéis. O novo modelo compara as tarifas de diversos fornecedores de forma ininterrupta, garantindo a compra pelo menor valor disponível no mercado.

A inteligência artificial funciona como o cérebro analítico dessa operação, avaliando o custo da jornada inteira e sugerindo adequações de calendário. O sistema consegue responder rapidamente qual é a cidade mais econômica para reunir uma equipe espalhada por diferentes regiões ou o impacto financeiro de mudar uma reunião de terça para quarta-feira. Em diversos casos, a tecnologia cruza dados e revela que pagar por uma noite extra no hotel é mais barato do que emitir a passagem de volta para o mesmo dia, otimizando recursos sem ferir as políticas de conforto do funcionário.

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É surfando nessa tendência que a travel tech Loupit, uma startup brasileira citada pelo portal da Band como uma das principais travel techs do país, vem reformulando o setor. A plataforma centraliza essa inteligência, permitindo que a empresa escolha e substitua diversas agências simultaneamente, mantendo o histórico de dados. Com isso, a concorrência entre as prestadoras de serviço não se encerra na assinatura do contrato, mas acontece a cada nova cotação de viagem.

“Uma boa negociação precisa aparecer no preço final de cada viagem. Nosso objetivo é dar à empresa condições de comparar, escolher e acompanhar o resultado dessa escolha”, explica Patrick Tytgadt, fundador da Loupit. O desenvolvimento do negócio, que também é conduzido por executivos como Leonardo Crispim (com registros em imagens de Caio Mazaroppi), gerou um levantamento realizado pela Loupit revelador: pesquisar em múltiplos fornecedores gera diferenças de até 32% no valor das viagens.

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Patrick Tytgadt e Leonardo Crispim (Foto: Caio Mazaroppi) Feed TV

Essa dinâmica já é comum para o consumidor final em metabuscadores como Google Flights, Kayak e Trivago. No entanto, no ambiente corporativo, a ferramenta da startup integra a busca aos centros de custo e às alçadas de aprovação. Os dados indicam que 67% das compras na plataforma são finalizadas em fornecedores distintos e o processo de seleção de uma nova agência, que costumava durar até seis meses, agora é resolvido em 48 horas.

As compras também alcançaram um novo nível de automação. Desde julho de 2026, as integrações ativas com ChatGPT, Gemini, Claude e Microsoft Copilot permitem que a inteligência artificial realize o processo de ponta a ponta. Como revelado pelo portal UAI, a agência Uniglobe Pro foi a primeira Travel Tech a utilizar a tecnologia para realizar a primeira venda de passagem aérea operada integralmente por IA, sem intervenção humana da equipe operacional, respeitando todas as regras de compliance da empresa compradora.

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Apesar da automação massiva no processo de escolha e pagamento, o fator humano continua no suporte. A agência responsável pela compra selecionada segue encarregada do atendimento, das alterações e do apoio em emergências. O resultado desse novo modelo é a transparência: a empresa sabe exatamente o que economizou em relação às outras ofertas, transformando o ato de viajar a trabalho em uma operação baseada em dados, eficiência e governança contínua.

Por: Felipe Reis

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