Séries JR inova e exibe reportagem em HQ pela primeira vez na TV aberta

JR inova e exibe reportagem em HQ pela primeira vez na TV aberta

Telejornal utiliza a linguagem de história em quadrinhos na série Aprisionadas, que aborda o tráfico humano

  • Séries | Do R7

JR utiliza a linguagem de história em quadrinhos em reportagem

JR utiliza a linguagem de história em quadrinhos em reportagem

Divulgação/Record TV

A nova série do Jornal da Record, sobre tráfico humano, estreia na segunda-feira (10) com uma reportagem produzida de forma inédita na TV aberta brasileira. Pela primeira vez, uma emissora apresenta uma matéria em um telejornal com uso da linguagem dos quadrinhos, 

O tráfico internacional de pessoas é o segundo crime mais rentável no mundo, atrás apenas do de drogas e armas, e movimenta R$ 183 milhões por ano. A nova série especial, Aprisionadas, conta, em quatro reportagens, o drama vivido por brasileiras vítimas desse tipo de crime. Todos os casos tem um ponto de partida em comum: o aliciamento pelas redes sociais.

Quatro temas serão desenvolvidos: grupos extremistas, tráfico de órgãos, exploração sexual e escravidão contemporânea.

Thais Furlan faz uma das reportagens da Série JR Aprisionadas

Thais Furlan faz uma das reportagens da Série JR Aprisionadas

Divulgação/Record TV

A repórter Thais Furlan teve acesso a denúncias de mulheres que eram levadas, em um esquema criminoso de tráfico de órgãos, para o exterior. Uma delas, traumatizada, não quis gravar entrevista para as câmeras, mas narrou em áudio tudo o que aconteceu. E, para contar essa história, a equipe do Jornal da Record, aposta no jornalismo em quadrinhos.

Para não expor essa vítima, a segunda reportagem da série, exibida na terça-feira (11), une o desenho e a voz para apresentar um crime. Alexandre de Maio, uma das maiores referências do país em jornalismo em quadrinhos, faz parte desse projeto.

Jornalista premiado no Brasil e no mundo, ele prova que os quadrinhos também podem informar. A história é real e, por meio do desenho, é possível revelar detalhes do local, do suspeito e de todas as situações. Imagens que a Record TV não mostra para preservar a vítima, mas, com o uso da HQ, ajuda o telespectador a entender a história.

O projeto foi desenvolvido pela Diretoria de Conteúdo, que busca novos formatos e linguagens para o jornalismo da Record TV. Muitos relacionam os quadrinhos a uma leitura juvenil, mas, com esta reportagem, o público vai se dar conta de como os desenhos podem ser uma ferramenta importante para informar, com clareza e precisão.

Antes, a série estreia, na segunda-feira (10), com o caso de uma jovem de 19 anos que se envolveu com grupos extremistas e viajou para a Turquia. Desde então, a família, que vive em São Paulo, não consegue ter notícias de seu paradeiro. 

E na matéria sobre exploração sexual, no ar na quarta-feira (12), destaque para a ação de agentes da imigração de Londres que salvaram uma brasileira de ser vítima deste crime que afeta quase 5 milhões de pessoas no mundo.

A última reportagem da série revela como duas mulheres bem-sucedidas tornaram-se vítimas da chamada escravidão contemporânea. Enganadas por homens que prometiam uma vida de luxo e fantasia na Turquia, as brasileiras, quando se encontraram com os companheiros, perceberam que a realidade era completamente diferente. Elas não podiam sair de casa, faziam serviços domésticos, cuidavam de idosos, e eram castigadas diariamente.

As reportagens são de Thais Furlan, Fernanda Camargo, Daniel Arcanjo e Lucas Bueno, com coordenação de Rosana Teixeira.

O Jornal da Record vai ao ar de segunda a sábado, a partir das 19h45, na Record TV.

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