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Amazonas enfrenta semana de ar poluído, e fumaça de incêndios florestais toma conta das cidades

Incêndios no Amazonas levam Manaus ao topo do ranking de pior qualidade do ar

JR na TV|Do R7

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O Amazonas enfrentou uma semana de ar muito poluído. A fumaça dos incêndios florestais tomou conta de cidades e colocou a saúde da população em risco. As aulas foram suspensas e as autoridades recomendam o uso de máscaras. 

Manaus chega ao fim da semana como a capital com a pior qualidade do ar do país, após sete dias consecutivos no topo do ranking. Nas duas primeiras semanas de outubro, as áreas queimadas aumentaram quase 300% em relação ao mesmo período do ano passado. Idosos estão entre os mais afetados, e especialistas alertam que as partículas finas da fumaça penetram no organismo e podem provocar danos graves à saúde. 

Em Autazes, na região metropolitana de Manaus, brigadistas enfrentam dificuldades para combater as chamas em áreas de difícil acesso, como comunidades indígenas da etnia Mura. Desde segunda-feira, as aulas estão suspensas por causa da poluição. 

O governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios, o que permitiu solicitar recursos federais para reforçar o combate às queimadas. O Ministério do Meio Ambiente disponibilizou 290 brigadistas e seis aeronaves para atuar nas cidades prioritárias. Segundo o presidente do Ibama, Jair Schmitt, equipes identificaram pessoas suspeitas de provocar incêndios criminosos, e uma força-tarefa com a Polícia Federal foi determinada para investigar os casos. 

Desde julho, o Corpo de Bombeiros combateu mais de 22 mil focos de incêndio no Amazonas. Em todo o país, foram registrados mais de 86 mil focos entre janeiro e outubro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A fumaça também atingiu Rondônia, onde Porto Velho registrou a pior qualidade do ar do país na quinta-feira, além do Pará e de Roraima. Neste último estado, as queimadas para plantio foram suspensas após 174 focos registrados desde o início de outubro. 

A falta de chuva na região Norte preocupa especialistas e contribui para o avanço do fogo. Segundo o climatologista Tercio Ambrizzi, da Universidade de São Paulo (USP), a floresta enfrenta um período de seca intensa, e as previsões indicam que o tempo deve continuar muito seco nos próximos meses. O pico de incêndios, que costuma ocorrer entre dezembro e janeiro, foi antecipado para outubro e novembro. 


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