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Bandido que atirou na arqueóloga Tania Andrade Lima durante assalto é identificado

Autor dos disparos fugiu em uma moto pilotada por um comparsa

JR na TV|Do R7

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O bandido que atirou na arqueóloga Tânia Andrade Lima durante um assalto já foi identificado. A pesquisadora, de 81 anos, se recupera em uma clínica particular. 

O autor dos disparos fugiu em uma moto pilotada por um comparsa. O veículo foi apreendido e passou por perícia. A investigação aponta que Tânia havia acabado de sacar dinheiro em um banco quando foi atacada. Segundo o delegado Alexandre Netto Cardoso, o crime não foi um caso isolado, e outras vítimas de ocorrências semelhantes na região e no mesmo período já foram identificadas. 

De janeiro a agosto, o número de assaltos a pedestres no Leblon, bairro valorizado da zona sul do Rio de Janeiro, aumentou 47,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Instituto de Segurança Pública do estado. Tânia foi atingida por tiros no ombro, no pescoço e na mão. 

A arqueóloga é considerada uma das grandes pesquisadoras do país. Foi presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira e se aposentou como professora do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2006, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República. Segundo a professora da Uerj Sílvia Peixoto, Tânia formou gerações de arqueólogos e orientou centenas de estudantes de mestrado e doutorado. 

Entre suas principais contribuições está a descoberta do Cais do Valongo, durante as obras de revitalização da zona portuária do Rio. O local foi o principal porto de entrada de africanos escravizados na América Latina e recebeu, em 2017, o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. 

Para o pesquisador do Instituto Pretos Novos, Cláudio Honorato, o sítio arqueológico representa a violência da escravidão, considerada um crime contra a humanidade, e a dimensão do tráfico atlântico de africanos escravizados no Brasil.


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