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Brasileiros vítimas de tráfico humano viviam em condições análogas à escravidão

Vítimas eram forçadas a aplicar golpes e viviam em condições análogas à escravidão

JR na TV|Do R7

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Brasileiros vítimas de tráfico humano não têm dinheiro para retornar ao Brasil após serem obrigados a aplicar golpes e viver em condições semelhantes à escravidão. Investigações apontam que organizações criminosas mantêm centrais telefônicas em países da África e da Ásia para cometer fraudes contra brasileiros. 

Uma operação da Interpol em Essuatíni prendeu 82 pessoas e encontrou símbolos da Polícia Federal brasileira. Cenário semelhante já havia sido identificado no Camboja, onde criminosos se passavam por policiais e usavam inteligência artificial para aplicar golpes. Segundo o Ministério da Justiça, 84 brasileiros foram identificados em situação de trabalho forçado no exterior em 2025. 

As autoridades também investigam o caso de 28 brasileiros presos no Laos, no Sudeste Asiático, que afirmam ser vítimas de tráfico humano e atuavam nessas centrais de golpes. Muitas famílias ainda não sabem o paradeiro dos parentes. 

Uma mãe afirmou não ter dinheiro para trazer o filho de volta ao Brasil, após ele ser transferido do Sudeste Asiático para Madagascar. Em nota, o Itamaraty informou que acompanha o caso. 


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