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Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho se encontra com presidente do STF

Encontro discute postura do Senado sobre possíveis crimes de ministros do STF

JR na TV|Do R7

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O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, se encontrou nesta terça-feira (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. 

Na saída, Rogério Marinho comentou o encontro e disse que o Senado eleito no domingo (4) não vai se omitir em relação a possíveis "crimes de responsabilidade" de ministros do tribunal. Segundo ele, "não temos vendita nem vingança", mas a Casa não ficará omissa diante de eventuais crimes. 

O encontro foi pedido por Marinho antes do 1º turno, mas só ocorreu agora por falta de espaço na agenda de Fachin. O senador é cotado para presidir o Senado. Logo depois, Fachin recebeu a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão, que não deu entrevista. Mais cedo, o ministro se reuniu com Davi Alcolumbre para tratar de assuntos de interesse do Judiciário na pauta do Congresso. 

Internamente, ministros do Supremo admitem preocupação com possíveis pressões sobre a Corte, principalmente com a eleição de senadores que defendem o afastamento de integrantes do tribunal. A partir do ano que vem, o PL terá 28 dos 81 senadores. Com eleitos de outros partidos, serão 49 senadores favoráveis ao impeachment. Para afastar um ministro, são necessários 54 votos. 

Também hoje, Alexandre de Moraes autorizou que Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", passe a cumprir no regime semiaberto a pena de 14 anos pela pichação da estátua da Justiça. 

Moraes ainda pediu à Procuradoria-Geral da República que se manifestasse sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro visitar o pai, Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A PGR deu aval. Já Kássio Nunes Marques prepara para depois do 2º turno o julgamento de um pedido que pode alterar a sentença de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, com possibilidade de libertação. 

Moraes também arquivou um processo contra os jornalistas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos, investigados por uma suposta campanha de difamação contra um delegado federal e ministros do STF. O ministro acolheu o posicionamento da PGR, que não encontrou provas contra os dois. 


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