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CPMI do INSS encerra os trabalhos sem aprovação de relatório final

Documento de 4.300 páginas tinha 216 pedidos de indiciamento, mas foi recusado na comissão

JR na TV|Do R7

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Depois de sete meses de trabalhos, a CPMI do INSS chegou ao fim sem a aprovação de um relatório final. A última reunião durou cerca de 15 horas e terminou na madrugada deste sábado (28). O presidente da comissão, senador Carlos Viana, encerrou os trabalhos afirmando: "A sessão está encerrada em nome do povo brasileiro." 

O relatório final, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar, foi rejeitado por 19 votos a 12, após articulação política que garantiu maioria à base governista. O documento de mais de 4.300 páginas sugeria 216 pedidos de indiciamento por envolvimento em descontos ilegais de benefícios do INSS, incluindo pessoas já presas, como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do órgão. Entre os indiciados estavam também o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e o senador Weverton Rocha. 

A base governista tinha um relatório alternativo pronto, culpando a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro pelas fraudes, mas a proposta não foi votada. O STF também impediu a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva e a prorrogação dos trabalhos da comissão, frustrando estratégias do governo. Durante a sessão, houve bate-boca entre parlamentares da base e da oposição. 

Mesmo sem aprovação do relatório, a cúpula da CPMI anunciou que vai encaminhar o documento ao Ministério Público Federal e ao STF. Não é a primeira vez que uma comissão de inquérito termina sem relatório; no ano passado, a CPI das Bets também encerrou seus trabalhos sem aprovação de dossiê. 


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