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Dario Durigan afirma que recursos para filme sobre Bolsonaro podem ter vindo do crime organizado

Durigan sugere ligação entre fundos ilícitos e produção de "Dark Horse"

JR na TV|Do R7

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (24) que recursos para o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Bolsonaro, podem ter vindo do crime organizado. Durigan falou sobre a terceira fase da Operação Carbono Oculto. Segundo a investigação, uma empresa de Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, teria sido usada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para enviar mais de US$ 12 milhões, o equivalente a R$ 62 milhões no câmbio de hoje, para a produção do filme. 

Ao ser questionado se o dinheiro poderia ser fruto de lavagem, Durigan respondeu: “Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso, o que demonstra que a cooperação da investigação pelos vários órgãos é fundamental para que a gente possa identificar isso, mas tudo indica que sim”. 

Também hoje, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro confirmou que viajou, em janeiro de 2025, com a família e o advogado Willer Tomaz, dos Estados Unidos para o Brasil em uma aeronave administrada pela Prime Aviation, empresa que já teve Daniel Vorcaro como sócio. 

É o mesmo avião que foi notícia nesta semana após a revelação de que transportou o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, e a mulher dele, Viviane Barci de Moraes. A propriedade da aeronave e uma possível transferência de controle entre diferentes donos são investigadas pela Polícia Federal. 

A Prime Aviation já era dona de um terço das cotas da aeronave na data do voo de Flávio Bolsonaro. Segundo a PF, a aquisição foi realizada no fim de 2024. Em uma rede social, Flávio afirmou que o avião não era de Vorcaro: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”. 

Moraes e a mulher negam ter feito a compra de qualquer porcentagem do avião. Em nota, o advogado Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro, afirmou ser dono de uma cota do jatinho. 


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