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Depois de virada histórica no 2º turno das eleições, Lula terá desafios ao longo do 4º mandato

Presidente terá que lidar com um Congresso conservador e implementar promessas de campanha

JR na TV|Do R7

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Depois de uma virada no segundo turno das eleições, o presidente Lula foi reeleito para um quarto mandato à frente do país. A vitória foi impulsionada, entre outros fatores, por mudanças na comunicação digital da campanha e pela mobilização de jovens e idosos. A partir do ano que vem, Lula terá uma série de desafios como presidente da República. 

A reeleição veio acompanhada de uma extensa lista de promessas. Entre elas estão a ampliação do programa Pé-de-Meia para universitários, o perdão de dívidas e um auxílio de até R$ 5 mil para microempreendedores individuais (MEIs). Também estão previstas a PEC da Segurança Pública, que amplia a atuação federal no combate ao crime organizado, e a proposta de transporte público gratuito aos fins de semana, com possibilidade de financiamento por meio de recursos de emendas parlamentares. 

Para colocar as propostas em prática, Lula precisará negociar com um Congresso majoritariamente conservador, como já ocorreu no atual mandato. “Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos”, afirmou o presidente, ao defender o diálogo com os parlamentares para aprovar projetos. 

Outra frente de articulação será o Senado, responsável por aprovar as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Lula poderá indicar até quatro ministros durante o próximo mandato, incluindo a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e outras previstas até 2030. Na campanha, o presidente também propôs mudanças no sistema de indicação e no tempo de permanência dos ministros na Corte. 

A vitória também pode influenciar as relações internacionais do Brasil, especialmente com os Estados Unidos. O governo brasileiro espera reduzir as tensões e retomar as negociações sobre o tarifaço. O contato direto com o presidente Donald Trump deve continuar, mas o rumo das relações dependerá também da influência da ala ideológica do governo americano.


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