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DJ Dani Brasil segue preso após atropelamento fatal em SP; famílias esperam anos por justiça

No Brasil, o tempo médio entre o crime e a primeira sessão do Tribunal do Júri é de cinco anos e quatro meses, segundo o Mapa Nacional do Tribunal do Júri

JR na TV|Do R7

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Em São Paulo, a Justiça manteve preso o DJ Dani Brasil, que estaria bêbado quando atropelou e matou um homem em situação de rua. Neste ano, o estado registrou uma média de três mortes por dia em atropelamentos. A maioria dos casos ainda não foi julgada. 

Daniel Santana de Jesus, conhecido como Dani Brasil, passou por audiência de custódia e vai continuar preso. Ele atropelou e arrastou por 400 metros Carlos Alberto Minotti, de 57 anos, na zona sul da capital. A vítima não resistiu aos ferimentos. Na fuga, o DJ invadiu um clube e pulou em uma piscina. A defesa disse que ele misturou bebida alcoólica com remédios. Até agosto, o estado registrou uma média de três atropelamentos por dia. 

No Brasil, o tempo médio entre o crime e a primeira sessão do Tribunal do Júri é de cinco anos e quatro meses, segundo o Mapa Nacional do Tribunal do Júri, de 22 de setembro de 2026. A demora dificulta o esclarecimento dos fatos e, muitas vezes, pode favorecer o acusado. 

Para a família de Audenilce dos Santos, já são sete anos sem resposta. Ela tinha 65 anos quando morreu atropelada na faixa de pedestres. O motorista, Fabio de Carvalho, já havia respondido por outro atropelamento anos antes. Ele chegou a ser preso, mas foi solto por decisão da Justiça. O julgamento, previsto para esta semana, foi adiado pela quinta vez. 

“E cada vez que o julgamento é cancelado, volta a nossa dor, a revolta, a tristeza. E tudo parece que não acaba nunca, o luto só aumenta”, desabafou Fabio Cordeiro da Silva, filho da vítima. A defesa do motorista não respondeu aos contatos da reportagem. 

Com o passar dos anos, existe o risco de o crime prescrever antes mesmo de ir a julgamento. Para o advogado Daniel Gonçalves, que representa a família de Audenilce, a espera por uma resposta é uma forma de aliviar o sofrimento e ter a sensação de que a Justiça foi feita. Já o advogado especializado em trânsito Eduardo Djamdjian afirma que a demora na resolução dos casos reforça a sensação de impunidade. 


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