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Documento mostra participação de outras duas pessoas em esquema bilionário de lavagem de dinheiro

PCC é alvo de investigação por movimentar mais de R$ 10 bilhões em remessas ilegais

JR na TV|Do R7

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O Jornal da Record teve acesso a um documento que mostra a participação de outras duas pessoas em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Um deles é parente dos dois suspeitos alvos de sanções dos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC. 

Segundo relatório da Polícia Federal, 13 investigados tiveram prisões temporárias decretadas. Entre eles estão Victor Shimada, apontado como líder do grupo e foragido, e a prima dele, Stella de Oliveira, presa na semana passada. A investigação aponta que o esquema movimentou o equivalente a mais de R$ 10 bilhões em remessas ilegais de dinheiro obtido com o tráfico internacional de drogas. 

De acordo com a PF, Amauri de Oliveira, pai de Stella, era responsável pelo transporte e recolhimento de dinheiro em espécie, chamado pelo grupo de "Vivo", e seguia ordens do sobrinho, Victor Shimada. Em uma mensagem, Amauri informa que usaria parte dos valores para tratar os dentes e cobrir um desfalque de US$ 7,7 mil (cerca de R$ 40 mil). 

Ainda conforme a investigação, Stella coordenava remessas internacionais e administrava planilhas financeiras. Em uma mensagem enviada a Shimada, escreveu "Entregue" e enviou a foto de uma cédula de R$ 2 com números anotados, método que, segundo a PF, também era utilizado por Amauri para registrar entregas de dinheiro. As defesas de Stella, Amauri de Oliveira e Victor Shimada não se manifestaram. 


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