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Dois dias depois de ser derrotado nas eleições à presidência, Flávio Bolsonaro deixa o país

Senador investigado ignora ordem judicial e não entrega passaportes

JR na TV|Do R7

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Dois dias depois de ser derrotado nas eleições à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro deixou o país. Ele havia recebido a ordem de entregar os passaportes à Justiça e estava proibido de sair do Brasil. Flávio já está nos Estados Unidos. A saída foi confirmada inicialmente pelo advogado Simón Levy, que se apresenta como aliado próximo do presidente Donald Trump, e posteriormente pela equipe que fez a campanha do senador à Presidência. 

Os detalhes da viagem são investigados pela Polícia Federal, que não localizou registros formais da passagem de Flávio pelas fronteiras brasileiras. Uma das hipóteses é que ele tenha cruzado por terra a fronteira entre Brasil e Argentina, a partir de Foz do Iguaçu, acompanhado da esposa e das duas filhas. De Puerto Iguazú, teria seguido em um voo particular para San Fernando, na região metropolitana de Buenos Aires, e depois para a Flórida. Outra possibilidade investigada é uma viagem pela Venezuela. As autoridades argentinas não registraram a entrada do senador no país. 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que Flávio entregasse os passaportes em 24 horas. O senador criticou a decisão em um vídeo, mas afirmou que iria cumpri-la. Como o prazo venceu às 11h desta terça-feira e ele não compareceu, Moraes determinou o cancelamento dos documentos. Flávio também possui passaporte italiano, que pode ter sido usado para entrar em outro país. 

O senador é investigado em dois processos no STF. Um apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, envolvendo uma possível sociedade com o advogado Willer Tomaz, que também está nos Estados Unidos. O outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. 

A última aparição pública de Flávio no Brasil foi no fim da tarde de segunda-feira, durante uma reunião com aliados. No encontro, ele foi aconselhado a desistir do pedido de anulação da eleição e, em vez disso, propor a cassação da chapa vencedora por abuso de poder econômico. Até o momento, nenhum recurso foi apresentado à Justiça Eleitoral. 

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