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Edson Fachin antecipa a volta das férias para tratar do caso Master com outros ministros do STF

No Senado, a oposição afirma ter conseguido assinaturas suficientes para instalar uma CPI sobre o banco

JR na TV|Do R7

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, antecipou a volta das férias para tratar do caso Master com outros ministros da corte. No Senado, a oposição afirma ter conseguido assinaturas suficientes para instalar uma CPI sobre o banco. O retorno do ministro Edson Fachin a Brasília veio na esteira de uma série de conversas com outros integrantes do Supremo.  

A corte enfrenta um desgaste pelas decisões consideradas fora da normalidade processual, do ministro Dias Toffoli. Ele é o relator do caso do Banco Master no STF. Entre as decisões está que todo o material apreendido pela Polícia Federal, na última fase da operação Overclean, fosse lacrado e ficasse sob guarda do STF. Horas depois, Toffoli voltou atrás e mandou que o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República.  

Fachin conversou por telefone com o vice-presidente do STF, Alexandre de Moraes, e com os ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, e com o próprio Toffoli. Nesta terça (20), Fachin foi para São Luís, no Maranhão, onde se reuniu com o ministro Flávio Dino. Reservadamente, ministros avaliam que fazer pressão para que Toffoli deixe o caso não seria o melhor caminho. Também não se espera uma decisão da presidência para colocar o relator sob suspeição, devido às supostas ligações de irmãos do ministro com dirigentes do Master.  

Toffoli já mandou recado aos pares: não há motivo que o leve a se declarar impedido, apesar da PGR analisar a possibilidade. Diante do quadro, ganha força a proposta de criação de um código de conduta para os ministros de tribunais superiores, o que Fachin já vinha defendendo.  

Em outra frente, senadores de oposição afirmam ter conseguido assinaturas para criar uma CPI para investigar o caso. Os parlamentares da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado querem acesso aos documentos sigilosos que integram o processo do Banco Master no Supremo. Segundo a PF, as fraudes pela emissão de títulos de crédito sem lastro podem chegar a R$ 18 bilhões. 


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