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Edson Fachin toma para si comando das decisões judiciais que causaram crise no STF

Crise começou há uma semana, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório que revelou conversas de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro

JR na TV|Do R7

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O presidente do Supremo, Edson Fachin, tomou para si as rédeas das decisões que causaram uma crise no tribunal. Por um lado, suspendeu as decisões de André Mendonça e Flávio Dino, que afastaram e depois suspenderam o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Por outro, tirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. 

Fachin decidiu a pedido da Advocacia-Geral da União e após conversar com os ministros envolvidos. Ao retirar Moraes da relatoria, afirmou haver "necessidade de estabelecer segurança jurídica e adequada delimitação institucional dentro do regimento interno do Supremo Tribunal Federal". 

A crise começou há uma semana, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório que revelou conversas de Moraes com Daniel Vorcaro. Moraes reagiu e pediu investigação contra Mendonça. Ontem, Mendonça afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada dos cargos, mas Dino anulou a decisão. Agora, Fachin suspendeu as decisões. Com isso, os dois delegados permanecem nos cargos, e Andrei terá 48 horas para prestar esclarecimentos ao STF. 

Fachin também determinou que decisões envolvendo ministros do STF passem pela Presidência e convocou o plenário para discutir, na próxima terça-feira, o relatório da PF sobre a suposta relação entre Moraes e Vorcaro. Lula defendeu "a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master" e cobrou explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional. 


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