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El Niño de 2026 é o mais forte em 70 anos e deve se intensificar até fevereiro

As chuvas no Sul e as queimadas em Manaus são alguns dos efeitos do fenômeno, que provoca mudanças nos padrões climáticos em diferentes regiões do planeta

JR na TV|Do R7

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O El Niño deste ano já é o mais forte em sete décadas e deve se intensificar até fevereiro. As chuvas no Sul e as queimadas em Manaus são alguns dos efeitos do fenômeno, que provoca mudanças nos padrões climáticos em diferentes regiões do planeta. 

Em Manaus, a fumaça das queimadas encobre a paisagem, e a orientação é que a população use máscaras. Já nos estados do Sul, a preocupação é com os temporais. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul afirma que está reforçando a preparação para enfrentar riscos e desastres. 

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, ligada à ONU, é praticamente certo que o El Niño persista até fevereiro do ano que vem, com picos de temperatura já em dezembro. 

O professor de meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, Micael Amore Cecchini, explica que a tendência é de temperaturas elevadas em boa parte do país. No extremo Sul, as frentes frias podem amenizar o calor, mas também favorecer chuvas intensas. Na Amazônia, o mês passado já foi muito quente. 

O Oceano Pacífico continua aquecendo, e as projeções indicam que a temperatura pode ficar até 3,7ºC acima da média, superando o recorde de 2,6ºC registrado em 2016. Uma elevação de 0,5ºC acima da média já caracteriza o El Niño. 

Agências climáticas alertam que este pode ser o episódio mais intenso do fenômeno em mais de 70 anos. Especialistas esperam que a temperatura média global alcance níveis recordes, diante do aquecimento incomum do oceano. 

Em São Paulo, a Defesa Civil investe em tecnologia para monitorar chuvas, raios e ventos. Segundo o diretor do órgão, major Rodrigo Fiorentini, os equipamentos permitem identificar a formação de tempestades com antecedência e emitir alertas para a população. 


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