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Eleições: benefícios sociais, segurança e tempo de mandato dominam campanha à Presidência

Lula recebeu o presidente da Câmara, Hugo Motta, e Flávio Bolsonaro participou de uma reunião com governadores eleitos ou reeleitos pelo PL

JR na TV|Do R7

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Benefícios sociais, segurança pública e a duração do mandato presidencial estiveram nesta quinta-feira (8) no centro da campanha dos candidatos ao Palácio do Planalto. O presidente Lula recebeu o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos, no Palácio da Alvorada. Também participou do encontro o deputado Aguinaldo Ribeiro, do Progressistas. A reunião durou cerca de 45 minutos. Lula ainda esteve com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. 

Na campanha, o candidato petista à reeleição continuou as gravações para o horário eleitoral - que começa nesta sexta-feira (9) - e para as redes sociais. A nova estratégia inclui vídeos em formato de selfie, com mensagens diretas ao adversário: "Ô Flávio, ontem eu lhe cobrei: vai ou não vai votar o fim da escala 6x1? Vamos ou não vamos garantir ao povo trabalhador ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias sem redução do salário? Bota sua bancada para votar, cara", disse o presidente. 

Lula também cobrou a votação da PEC da Segurança, que está no Senado; e defendeu investimentos em infraestrutura para estimular o crescimento econômico: "A única chance de a gente fazer com que a dívida diminua efetivamente é você gastar em coisas que são necessárias para o país, você fazer investimentos em ativos, que significa aumento de patrimônio desse país, uma ferrovia, uma hidrelétrica, uma rodovia, e, ao mesmo tempo, você fazer a economia crescer com muito investimento em obras de infraestrutura. E isso nós sabemos fazer".  

A coordenação da campanha tem orientado a militância a intensificar a mobilização nos estados. O foco agora são os indecisos, além dos 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno e aumentar o diálogo com católicos e evangélicos. Amanhã (9), Lula volta às ruas: faz uma caminhada em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado de Leandro Grass, candidato petista ao governo do DF.  

O Podemos oficializou hoje o apoio ao senador Flávio Bolsonaro no segundo turno. Outros quatro partidos já haviam feito o mesmo desde a eleição do domingo: Republicanos, União Brasil, Progressistas e Novo. O candidato conversou ainda com o escritor Augusto Cury, candidato derrotado do Avante. Cury anunciou apoio a Flávio, porque o senador assinou um acordo para incorporar propostas a um eventual governo.  

Na tentativa de atrair o maior número possível de aliados, Flávio Bolsonaro tem discutido também como ficaria o comando do Congresso Nacional no ano que vem. O PL quer que o senador pelo Rio Grande do Norte Rogério Marinho - coordenador de campanha de Flávio - dispute a presidência do Senado. O partido debate com as outras siglas a presidência da Câmara dos Deputados. Flávio Bolsonaro também participou de uma reunião com governadores eleitos ou reeleitos pelo PL.  

O candidato voltou a defender o fim da reeleição, inclusive para ele e citou a possibilidade de um mandato presidencial de cinco anos: "A reeleição é um instituto que para mim precisa acabar. Eu vou usar o capital político que um presidente recém-eleito tem para conseguir aprovar isso no Congresso para que sirva para mim já no meu mandato, e aí se vai ser 4, 5 anos, se vai valer para governador, prefeito, aí o processo legislativo é que vai dizer."  

Flávio também afirmou que nenhum parente seu será candidato à presidência daqui a quatro anos, caso ele seja eleito - o que já é proibido pela constituição. Amanhã, Flávio Bolsonaro segue para o Rio de Janeiro.

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