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Esquema envolvendo criptomoedas deixa milhares de investidores no prejuízo

Empresa prometia altos rendimentos e enfrenta denúncias de calote financeiro

JR na TV|Do R7

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Um esquema com criptomoedas e a promessa de altos rendimentos pode ter deixado 30 mil investidores no prejuízo. Viagens a Nova York, organização de torneio de tênis e escritório em prédio de luxo, em São Paulo, faziam parte da imagem exibida nas redes pelo empresário Fábio Lino para atrair investidores para a empresa especializada em criptoativos. A organização enfrenta denúncias de calote. 

Para captar dinheiro, a empresa oferecia rendimentos bem acima do mercado. Quanto mais tempo o dinheiro permanecesse investido, maior seria o lucro, que chegaria a quase 30% ao ano. Mas, a partir de abril deste ano, muitos clientes já não conseguiram resgatar os valores aplicados. 

Bruno tem R$ 110 mil retidos. “A empresa disse que precisava de mais 30 dias e ficaria por outro mês. E assim foi, foram dando novas datas, e aí eu não consegui mais ter acesso aos recursos. Não pagaram mais nenhum valor que estava aplicado”, contou. 

Cerca de 30 mil pessoas fizeram investimentos, com uma estimativa de aproximadamente dois bilhões de reais aplicados. Segundo um advogado que representa 40 clientes que dizem ter sido lesados, o esquema teria características de pirâmide financeira: “Ela dependia da captação do dinheiro de investidores novos para pagar os antigos”. 

A Comissão de Valores Mobiliários, ligada ao Ministério da Fazenda, informou que recebeu reclamações e denúncias contra o grupo e identificou indícios de oferta pública de valores mobiliários sem autorização. A CVM orienta os investidores a procurar órgãos de defesa do consumidor ou o Poder Judiciário. 

Um investidor que mora na Itália aplicou R$ 265 mil e afirma estar com R$ 110 mil bloqueados desde junho. Ele disse que a presença de figuras públicas em atividades da empresa, como o ex-ministro Paulo Guedes em palestras, transmitia confiança: “O ex-ministro Paulo Guedes fazia várias palestras ali, isso é uma coisa que dava muita confiabilidade para nós investidores”. 

O caso se soma a outros envolvendo empresas de criptomoedas e ativos digitais que já lesaram consumidores no país. Na Justiça, já houve determinação de bloqueio de bens e valores. Questionada, a empresa disse que não vai se posicionar. Os investidores tentam agora recuperar o dinheiro. 


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