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Exclusivo: policial é suspeito de vazar informações sobre emboscada de torcedores palmeirenses

Ministério Público apura vazamento que comprometeu investigação sobre ataque a torcedores do Cruzeiro

JR na TV|Do R7

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Exclusivo. Um policial é suspeito de vazar informações para os investigados pela emboscada de palmeirenses contra torcedores do Cruzeiro. O foco é a atuação de policiais civis e advogados ligados à Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, no ataque ocorrido em outubro de 2024, na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na Grande São Paulo. 

Cerca de 300 torcedores do Palmeiras atacaram dois ônibus de cruzeirenses que voltavam de um jogo contra o Atlético-PR. Um torcedor morreu e 17 ficaram feridos. O Ministério Público denunciou 42 pessoas, mas 10 ainda não foram presas. Segundo o promotor Fernando Pinho Chiozzotto, o vazamento prejudicou o cumprimento dos mandados e reduziu o número de prisões. 

A promotoria aponta como principal responsável pelo vazamento um investigador da Polícia Civil que trabalhava na Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). Bruno Varella teria repassado documentos sigilosos aos advogados da Mancha Alviverde. A Justiça o afastou, recolheu sua arma e carteira funcional e proibiu sua entrada na delegacia. 

A investigação também encontrou mensagens sobre suposto pagamento de R$ 20 mil a um informante. Em uma gravação, o advogado Gilberto Quintanilha cobra o pagamento. A defesa nega envolvimento no vazamento e diz que as mensagens foram tiradas de contexto. O MP investiga ainda a participação de outros policiais. 


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