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Governo americano teria ajudado Flavio Bolsonaro a chegar no país, diz jornal 'The New York Times'

Polícia Federal investiga suposta ajuda do governo Trump e empresários brasileiros

JR na TV|Do R7

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O jornal The New York Times publicou que o governo americano ajudou o senador Flávio Bolsonaro a chegar aos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga as circunstâncias da saída dele do Brasil. A suspeita é de que o senador tenha recebido ajuda de empresários e políticos brasileiros, mas, segundo o jornal americano, o avião que transportou a família foi providenciado pelo governo de Donald Trump. 

De acordo com a reportagem, o jato particular que levou Flávio e a família da Argentina para Miami, com escala no Equador para reabastecimento, foi organizado por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca. Ele tem status especial no governo americano, que o dispensa de algumas exigências administrativas e declarações financeiras aplicadas à maioria dos servidores. Miller também mantém boas relações com a família Bolsonaro. 

Segundo autoridades americanas ouvidas pelo jornal, Trump garantiu pessoalmente a entrada de Flávio no território americano. O senador apresentou o passaporte diplomático brasileiro, que já havia sido cancelado pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O Jornal da Record questionou a Casa Branca, mas não recebeu resposta. 

Também há informações de que um assessor do presidente argentino, Javier Milei, ajudou na logística da saída de Flávio. O assessor esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que o senador passou pela fronteira. Uma emissora argentina divulgou imagens de uma van que supostamente transportava Flávio e a família deixando o aeroporto de onde o jato decolou. 

Em uma publicação, Flávio agradeceu a Trump e Milei. Apesar da suposta participação dos governos americano e argentino, o Palácio do Planalto não pretende se manifestar por enquanto. A avaliação é de que o episódio não provoca constrangimento diplomático para o Brasil. 

No país, a Polícia Federal apura se Flávio recebeu apoio financeiro ou logístico de empresários e políticos aliados. Os investigadores não descartam pedir a quebra de sigilos de dados e telefônicos. Fontes ligadas ao caso também apuram uma possível participação do advogado e empresário Willer Tomaz, citado, assim como Flávio, em investigações sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Tomaz está nos Estados Unidos. 


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