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Governos e empresas tiram sites do ar em todo o mundo depois de falhas de segurança na internet

Vulnerabilidades no PHP levam governos e empresas a suspenderem serviços online

JR na TV|Do R7

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Governos e empresas tiraram sites do ar em todo o mundo depois da descoberta de duas falhas graves de segurança na internet. As vulnerabilidades passaram despercebidas durante mais de uma década e afetam o PHP, sistema usado globalmente para desenvolver páginas e programas. Até 70% dos sites e aplicações em operação no mundo podem estar expostos a invasões, permitindo que criminosos controlem servidores e roubem informações sigilosas. 

A Casa Branca informou que as falhas só foram conhecidas pelo governo americano neste mês, após serem identificadas com ajuda da inteligência artificial. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos recomendou suspender sistemas que não pudessem ser corrigidos imediatamente. 

Autoridades de países da Ásia e da Europa emitiram alertas semelhantes. No Reino Unido, mais de 30 serviços públicos foram retirados do ar. A medida preventiva provocou interrupções em sistemas bancários, de transportes e de governos. As falhas foram descobertas por pesquisadores de duas empresas de cibersegurança com auxílio de uma inteligência artificial de última geração. 

No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu preventivamente o Sistema Eletrônico de Informações. Sites de empresas e de tribunais federais também ficaram fora do ar. As vulnerabilidades permitem que hackers alterem mensagens enviadas aos servidores para assumir o controle dos sistemas e extrair dados sem autorização. 

O especialista em segurança digital Luiz Fernando Milagres alerta para o risco de vazamento de informações pessoais e de uso desses dados em golpes. Segundo especialistas, os responsáveis pelos sites devem corrigir as falhas e atualizar a plataforma PHP. 

Para quem precisa acessar os serviços afetados, a orientação é desconfiar de mensagens recebidas por e-mail ou celular e trocar senhas somente quando a solicitação aparecer no site oficial, sem clicar em links enviados. Consumidores também podem cobrar mais segurança das empresas que utilizam. “Isso é uma forma da empresa se movimentar e falar: ‘Opa, meu cliente está exigindo que eu tenha segurança’”, afirma Milagres.


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