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Inflação desacelera em maio, mas alimentos seguem pressionando orçamento das famílias

IPCA de maio registra 0,58%, com destaque para alta nos preços dos alimentos

JR na TV|Do R7

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A inflação de maio ficou em 0,58%, segundo o IBGE. O índice desacelerou em relação a abril, mas os alimentos continuam sendo o principal peso no orçamento das famílias brasileiras. 

Em uma feira livre, consumidores já relatam o impacto da alta de preços. Segundo o IPCA, o grupo alimentação e bebidas subiu 1,33% e foi o principal responsável pela pressão inflacionária do mês. A alimentação dentro de casa teve alta de 1,65%, a maior desde 2008, com destaque para a batata inglesa, que subiu 44,69%, além do tomate (20,62%) e da cebola (16,8%). 

"Qualquer situação adversa, qualquer evento climático mais específico, acaba tendo um impacto bastante grande, há uma retração da oferta e aí os preços disparam. Aí a gente acaba tendo um impacto bastante grande na inflação", afirmou Jefferson Mariano, analista socioeconômico do IBGE. 

Entre os alimentos, café (-2,38%) e frutas (-0,70%) tiveram queda. Já o grupo habitação subiu 1,22%, puxado pelo aumento na energia elétrica, com a bandeira tarifária amarela, que acrescentou 3,76%. A queda nos preços dos combustíveis (-1,95%) ajudou a conter o índice, mas, no acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,72%, acima do teto da meta de 4,5%.


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