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JR Dinheiro: entenda os riscos de emprestar nome para alguém fazer compras

Quem empresta o CPF assume a responsabilidade pela dívida e pode até responder criminalmente, dependendo do uso feito dos dados

JR na TV|Do R7

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Você já emprestou o nome para alguém fazer uma compra? Seis em cada dez brasileiros já. A prática é comum, mas envolve riscos. Quem empresta o CPF assume a responsabilidade pela dívida e pode até responder criminalmente, dependendo do uso feito dos dados. 

Os principais motivos para pedir o CPF de outra pessoa são estar com o próprio nome negativado, ter estourado o limite do cartão ou da conta ou ter o crédito reprovado pelos bancos. São pessoas que já estão muito comprometidas financeiramente, o que representa um grande risco para quem empresta. Trinta e quatro por cento tiveram que assumir a dívida e, entre os que tiveram o nome negativado, 71% nunca receberam o dinheiro de volta. 

Quem empresta o CPF também pode ficar com a renda comprometida. Na prática, se precisar de um empréstimo ou quiser fazer uma compra a prazo, pode ter um limite de crédito menor, pagar taxas de juros maiores ou até ter o crédito negado. 

E atenção: se o CPF for usado em uma fraude, quem emprestou pode ter que responder pelo uso indevido dos dados e ainda provar que não está envolvido. Uma dor de cabeça e tanto. 

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