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Médico teria emitido mais de 8 mil atestados sem consultas para funcionários de uma mesma empresa

Médico é investigado por emitir mais de 8 mil atestados sem consulta para funcionários de uma empresa

JR na TV|Do R7

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O Jornal da Record começa com uma denúncia sobre atestados médicos para afastamento do trabalho emitidos sem que nenhuma consulta seja feita. No centro da investigação do Ministério Público está um médico que pode ter assinado mais de 8 mil documentos para funcionários de uma mesma empresa. 

A equipe comprovou a facilidade para conseguir um atestado pela internet. Um produtor entrou em contato com um site que oferece consultas por telemedicina, relatou dores nas costas e, após pagar R$ 37,50, recebeu um documento para se afastar do trabalho por um dia. Nenhuma consulta foi realizada, embora o atestado apresentasse CRM válido e QR code para verificação. O Conselho Federal de Medicina alerta que profissionais podem responder a processos éticos por esse tipo de conduta. 

A denúncia partiu de uma empresa de Guarulhos, na Grande São Paulo, que identificou um aumento fora do padrão no número de atestados apresentados pelos funcionários. Segundo o levantamento, 8.655 documentos foram emitidos pelo mesmo médico somente neste ano. A companhia, que tem 12 mil funcionários, afirma que os atestados provocaram mais de 18 mil faltas ao trabalho. Um porta-voz questionou como seria possível atender tantas pessoas em tão pouco tempo, relatando casos com menos de um minuto entre um atendimento e outro. 

O médico que assina os documentos é Genário Elias, investigado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Ele também é alvo de um inquérito policial por suspeita de falsidade de atestado médico. A equipe foi a dois endereços associados aos atendimentos, mas não encontrou clínicas em funcionamento. Procurado, o médico informou que não vai se manifestar enquanto o caso estiver sob apuração. 

Quem utiliza atestados de maneira irregular pode ser demitido por justa causa e responder criminalmente. Segundo o advogado especialista em direito criminal e trabalhista Lucas de Abreu Duarte, o responsável pode cometer o crime de uso de documento falso, cuja pena prevista é de um a cinco anos de reclusão.


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