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MG: polícia investiga caso de injúria racial em grupo de mensagens em Belo Horizonte

Incidentes recentes destacam a gravidade e frequência dos crimes de injúria racial no Brasil

JR na TV|Do R7

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Em Belo Horizonte (MG), uma conversa entre amigos em um aplicativo de mensagens virou caso de injúria racial. Um dos integrantes do grupo passou a ser alvo de uma série de ataques e ofensas. "O que chama a atenção é que eu chamei o cara de 'lagartixa preta'. [... ] desse macaco aí, sô!", afirma o suspeito nas mensagens.  

Lucas recebeu o áudio depois de alertar o amigo sobre o uso da expressão racista na postagem, mas também se tornou vítima de injúria racial. O homem ainda debocha da possibilidade de ser punido. Nós entramos em contato com o suspeito, mas não tivemos retorno. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. "A gente vai concluir a investigação o mais rápido possível para poder estar encaminhando à Justiça, para que o possível autor seja rigorosamente punido", afirma a delegada Juliana Juliana Califf. 

Injúria racial é crime e, desde 2023, quando foi equiparada ao racismo, passou a ser imprescritível e inafiançável. A pena pode chegar a cinco anos de reclusão. Nesta quarta-feira (17), a Justiça mineira tornou réu o argentino, de 63 anos, acusado de praticar injúria racial contra uma criança de sete anos. 

O crime foi no fim de maio, durante um passeio de Maria Fumaça entre São João Del Rei e Tiradentes, no interior do estado. Segundo as investigações, Eduardo Ignácio fotografou e filmou o menino sem autorização da família e compartilhou as imagens acompanhadas de mensagens racistas em um aplicativo. A defesa dele não foi localizada.


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